Neste domingo (30), familiares de pessoas desaparecidas realizaram uma manifestação em frente à Catedral Metropolitana, localizada na Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba. O ato ocorreu em alusão ao Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, data estabelecida pela Assembleia Geral da ONU em 2010, e teve como objetivo chamar a atenção para os casos de desaparecimento e reivindicar respostas das autoridades.
Os manifestantes, que portavam cartazes e vestiam camisetas com fotos dos desaparecidos, expressaram sua dor e a necessidade de visibilidade para suas causas. Rosângela de Fátima Nunes, mãe de Crysthyan Nunes Kokurudza, que desapareceu em 2010 aos 21 anos, esteve presente e destacou a falta de apoio que as famílias recebem nessa busca incessante por informações. "Não temos apoio nenhum. Então a gente tenta pelo menos mostrar que nós não somos invisíveis. Eles estão desaparecidos, mas esquecidos jamais", afirmou Rosângela.
Neusa da Silva Leite também participou do ato e compartilhou a angústia que sente pela falta de notícias sobre seu filho, Julio Cesar da Silva, que desapareceu em 7 de novembro do ano passado no Jardim Panorama, em Toledo, no Paraná. Em seu desabafo, Neusa ressaltou a frustração com as diversas suposições que escuta sobre o destino do filho. "Muitos falam: 'talvez morreu', 'talvez isso', mas esse 'talvez' não chega em lugar nenhum. A gente precisa ter uma resposta da lei e também de Deus", declarou.
As manifestações buscam não apenas visibilidade, mas também um apelo por justiça e ação das autoridades competentes. A luta dos familiares reflete a necessidade urgente de um sistema que ofereça respostas e apoio a aqueles que enfrentam a dor do desaparecimento de seus entes queridos, um problema que afeta muitas famílias em todo o Brasil.