As ondas de calor que têm afetado a França neste verão podem levar a uma diminuição de 0,1 ponto percentual no crescimento econômico do país em 2023, conforme informação divulgada pelo Ministério das Finanças no dia 2 de agosto. Essa estimativa, no entanto, é considerada preliminar e não representa uma atualização oficial da previsão de crescimento, que atualmente é de 0,7% para 2026.
Recentemente, o INSEE, o instituto de estatísticas francês, revisou sua previsão de crescimento para o segundo trimestre de 2026, ajustando a taxa de 0,2% para 0,0%. Este ajuste ocorre após a contração de 0,2% da economia francesa no primeiro trimestre deste ano, o que sinaliza desafios significativos para a recuperação econômica.
O ministro das Finanças, Roland Lescure, mencionou que a revisão da classificação de risco pelo INSEE reflete os efeitos adversos das condições climáticas extremas enfrentadas neste verão. Ele destacou que a meta de crescimento anual de 0,7% está se tornando praticamente inatingível, visto que a economia precisaria registrar um crescimento de 0,5% tanto no terceiro quanto no quarto trimestre para atingir essa previsão.
Em uma conferência sobre economia, Lescure também indicou que seu ministério precisará considerar um provável desempenho fraco no terceiro trimestre ao revisar as previsões de crescimento e déficit em setembro. Essa análise ocorrerá antes da apresentação da proposta orçamentária para 2027, prevista para o início de outubro.
Uma das ondas de calor mais severas deste verão teve seu epicentro na região de Bordeaux, enquanto incêndios florestais significativos também afetaram a floresta de Fontainebleau, nas proximidades de Paris. Esses eventos climáticos extremos não apenas impactam a economia, mas também levantam preocupações sobre a sustentabilidade e a resiliência das infraestruturas locais frente a desastres naturais.