Recentemente, o Paquistão tem se destacado como intermediário nas discussões para um cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos. Fontes não identificadas relataram que as negociações estavam progredindo rapidamente, com o país atuando como facilitador entre as partes envolvidas.
As recentes conversas têm sido descritas como um processo em um grupo restrito, onde o clima era considerado sério, mas ainda havia esperança de um resultado positivo. O Paquistão, que compartilha uma fronteira histórica com o Irã, frequentemente se refere ao relacionamento entre os dois países como fraterno.
No que diz respeito às relações com os EUA, o presidente Donald Trump elogiou o marechal Asim Munir, chefe das Forças Armadas do Paquistão, destacando seu conhecimento sobre o Irã. Contudo, um acordo final ainda não havia sido alcançado até o discurso do ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, no Parlamento, onde expressou otimismo sobre os avanços até os recentes ataques entre Israel e Irã.
O marechal Munir se mostrou preocupado com a escalada do conflito, afirmando que o ataque à Arábia Saudita prejudica os esforços para uma resolução pacífica. Essa declaração reflete a posição crítica do Paquistão diante das tensões em curso.
Além disso, a diplomacia paquistanesa tem se beneficiado de sua relação com Trump, que, em reconhecimento às intervenções decisivas durante crises anteriores entre Paquistão e Índia, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2025. A estratégia do país de cultivar uma imagem neutra tem sido vista como uma vantagem nas negociações.
Farhan Siddiqi, do Institute of Business Administration, destacou que o Paquistão está em uma posição favorável para dialogar com o Irã, uma vez que não é visto como fortemente alinhado a Israel ou aos EUA, o que o torna um mediador atraente na região do Oriente Médio.