Fenômeno Super El Niño deve atingir pico no Paraná entre 2026 e 2027

O Super El Niño, fenômeno climático que se fortalece no Oceano Pacífico, está previsto para atingir seu pico máximo No Paraná entre outubro e dezembro de 2026, durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul. As previsões dos modelos meteorológicos indicam uma probabilidade superior a 90% de que o fenômeno alcance a classificação de El Niño muito forte, com temperaturas da superfície do mar apresentando variações de pelo menos 2ºC acima da média em algumas regiões de monitoramento.

Os efeitos do Super El Niño já são perceptíveis No Paraná, onde o padrão de chuvas começa a se alterar. Nos próximos meses, espera-se que as precipitações fiquem acima da média, com uma maior possibilidade de eventos climáticos severos, especialmente em situações que combinam calor, umidade e condições atmosféricas propícias para a formação de tempestades.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o fenômeno está ativo desde junho e deverá se intensificar ao longo da primavera. A expectativa é que sua influência se estenda pelo menos até os primeiros meses de 2027.

A nova atualização das projeções meteorológicas aponta que os meses de outubro, novembro e dezembro de 2026 serão cruciais para o desenvolvimento do Super El Niño. A NOAA prevê que o fenômeno continuará se fortalecendo até o final do ano e estima uma probabilidade superior a 90% de que ele seja classificado como muito forte durante o outono e inverno do Hemisfério Norte de 2026/2027.

Para o Paraná, isso implica que a primavera poderá apresentar mudanças ainda mais notáveis no padrão das chuvas. O Simepar destaca a previsão de precipitações acima da média em todas as regiões do estado durante o mês de setembro, com a influência do Super El Niño se estendendo ao longo da primavera e do verão.

Além disso, o governo do Paraná anunciou que o estado contará com R$ 694 milhões destinados a ações de prevenção de desastres e a criação de um Centro de Informação de Saúde e Clima em Curitiba. Esse investimento é parte das medidas para mitigar os impactos das mudanças climáticas associadas ao fenômeno.

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