A Margem Equatorial, uma nova fronteira de produção de petróleo, pode demandar investimentos aproximados de US$ 36 bilhões, conforme estimativas do Scotiabank. O relatório, divulgado na última quinta-feira (3), aponta que os desembolsos anuais atingirão um pico de cerca de US$ 4 bilhões no ano de 2034.
O estudo considera um cenário para a porção noroeste da Bacia da Foz do Amazonas, uma das bacias que integram a Margem Equatorial. A projeção abrange a instalação de cinco plataformas flutuantes de produção, armazenamento e descarregamento de petróleo (FPSOs), cada uma com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo diariamente.
De acordo com as previsões, o primeiro projeto começaria suas operações em 2033, com a entrada de uma nova FPSO a cada ano até 2037. Com a implementação das cinco unidades, a produção total de petróleo poderá alcançar até 842 mil barris por dia em 2038. Ao incluir o gás natural na contagem, o volume total pode chegar a aproximadamente 899 mil barris de óleo equivalente por dia.
O Scotiabank também estima que, ao longo da vida útil dos projetos, a produção acumulada poderá somar 4,73 bilhões de barris de petróleo. Contudo, os investimentos não serão realizados de uma só vez. A maior parte dos gastos está prevista entre 2030 e 2038, com um pico de aproximadamente US$ 4 bilhões em 2034.
O custo total estimado por projeto é de cerca de US$ 6,9 bilhões. Destes, 70% estão relacionados ao desenvolvimento inicial, 21% à manutenção e 9% ao descomissionamento das estruturas ao final de sua vida útil. A maior parte dos gastos ocorrerá antes do início da produção, abrangendo despesas com a contratação das FPSOs, perfuração de poços e instalação de sistemas submarinos.
O relatório indica que 39% do investimento inicial de cada projeto será realizado mais de dois anos antes do início da produção. Além disso, até o ano anterior ao início das operações, 77% do investimento inicial já terá sido consumido. Para a Petrobras, isso significa que decisões cruciais sobre engenharia, compras e contratações precisam ser tomadas com bastante antecedência, caso a produção seja efetivamente iniciada em 2033.