O diretor do programa nuclear do Irã, Mohammad Eslami, manifestou nesta quinta-feira (9) que não haverá restrições ao programa nuclear do país, uma resposta direta à exigência dos EUA antes da retomada das conversações para encerrar a guerra, que está marcada para o dia 10 de abril no Paquistão.
As afirmações de Eslami contradizem o que afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira, quando disse que o Irã não poderá enriquecer urânio após o conflito. Trump mencionou que os EUA, em colaboração com o Irã, removeriam todo o 'material nuclear' que foi enterrado por bombardeiros B-2.
As negociações entre EUA e Irã, que TAMBÉM envolvem Israel, ocorrerão em um contexto de um delicado cessar-fogo, iniciado na última terça-feira, e que o Irã alega que já foi violado por seus adversários.
O enriquecimento de urânio é um dos principais pontos de discórdia entre os dois países antes das negociações. O governo Trump afirma que o Irã está em busca de armas nucleares, enquanto Teerã nega essa acusação, insistindo que seu programa tem fins pacíficos.
A Agência Internacional de Energia Atômica, órgão da ONU encarregado da supervisão do uso nuclear global, reporta que o Irã possui aproximadamente 440 kg de urânio enriquecido a 60%, uma pureza que SE aproxima do necessário para a fabricação de uma bomba nuclear.
O plano de 10 pontos apresentado pelo Irã estipula que os EUA devem aceitar o enriquecimento de urânio e suspender as sanções impostas ao país.