Na quinta-feira (9), o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que os bombardeios de Israel contra o Líbano representam uma infração AO cessar-fogo estabelecido entre seu país e os Estados Unidos, podendo tornar as negociações sem propósito. Ele reafirmou que o Irã não abandonará o povo libanês e ameaçou romper quaisquer acordos com os EUA se os ataques israelenses persistirem.
A manifestação de Pezeshkian veio um dia após Israel realizar o maior ataque AO Líbano desde o início do conflito, resultando na morte de mais de 250 pessoas, conforme informações do governo libanês. Israel justifica suas ações como parte de uma luta contra o Hezbollah, um grupo terrorista libanês que recebe apoio do Irã.
Um encontro entre representantes do Irã e dos Estados Unidos está agendado para sexta-feira (10) EM Islamabad, Paquistão, marcando a primeira rodada de discussões visando um acordo de paz definitivo. O presidente americano, Donald Trump, também se pronunciou, afirmando que as tropas dos EUA continuarão na região até que um verdadeiro acordo seja alcançado, e reforçou suas ameaças de ataques intensos caso não haja progresso nas negociações.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que os ataques seguirão até que a ameaça do Hezbollah seja eliminada, sustentando que o Líbano não estava incluído no cessar-fogo firmado entre os EUA e o Irã. Essa posição é corroborada por Trump, enquanto o Paquistão, mediador do acordo, defende que a trégua abrange também o Líbano.
O cessar-fogo também previa uma pausa de duas semanas nos ataques de EUA e Israel AO território iraniano, EM troca da reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota de comércio de petróleo. No entanto, a reabertura durou apenas algumas horas.
Imagens da destruição causada pelo ataque israelense, que disparou 160 MÍSSEIS EM 10 MINUTOS, foram divulgadas, evidenciando a gravidade da situação no Líbano após o que foi considerado o ataque mais mortal desde o início dos confrontos.