Cessar-Fogo entre EUA e Irã enfrenta incertezas e divergências em negociações

Um homem caminha entre os escombros de um prédio no local de um ataque israelens

A incerteza em torno do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã persiste nesta quinta-feira (9). Anunciada há dois dias, a trégua demonstra fragilidade, com violações ocorrendo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

O acordo de cessar-fogo previa uma pausa nos ataques AO território iraniano por parte dos EUA e de Israel por um período de duas semanas. Em troca, o Irã deveria reabrir o Estreito de Ormuz, mas essa reabertura durou apenas algumas horas.

Na quarta-feira (8), ataques foram registrados de ambos os lados. O Irã denunciou que ilhas iranianas foram alvo de ataques, enquanto Israel atacou o Líbano, levando a reações de países do Golfo, como Arábia Saudita e Kuwait, que relataram agressões com mísseis e drones iranianos durante a vigência da trégua.

O cessar-fogo é considerado uma pausa temporária e irá coexistir com negociações formais que visam um acordo de paz definitivo, com início previsto para esta sexta-feira (10) em Islamabad, Paquistão.

Entre os principais pontos de divergência, destaca-se a proposta do Irã, que apresentou um plano de dez pontos como condição para a paz. A Casa Branca rejeitou essa proposta, considerando-a inaceitável, e agora busca basear as negociações em uma nova proposta iraniana, que ainda não foi divulgada.

Adicionalmente, Trump declarou que a adesão AO cessar-fogo está condicionada à abertura imediata dos estreitos e à interrupção de ataques contra os EUA, Israel e na região. Em entrevista à PBS, ele mencionou que o Líbano e o Hezbollah não estão incluídos no acordo. A CNN Internacional reportou que, em conversa com Benjamin Netanyahu, Trump não se opôs à continuidade dos ataques israelenses AO Líbano.

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