O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, manifestou, nesta segunda-feira (7), sua opinião de que o povo brasileiro "não pode comemorar a Independência". Durante o Desfile Cívico em Goiânia (GO), Caiado criticou a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o atual mandatário não pode falar em soberania nacional, uma vez que, segundo ele, "entregou o Brasil a facções criminosas".
Caiado enfatizou que o Sete de Setembro, data que celebra a Independência do Brasil, não representa uma verdadeira comemoração para a população. "Onde é que está a independência desse povo no Brasil? […] Onde é que está a independência do cidadão que mora no Ceará? Que mora hoje no morro do Borel, no Alemão? Onde é que está a independência dessas pessoas? É isso que eu vou devolver ao Brasil", declarou o candidato.
No mesmo pronunciamento, o ex-governador fez duras críticas ao governo Lula, questionando sua autoridade moral para falar sobre patriotismo. "Goiás é o único estado que pode comemorar a Independência. Como o presidente Lula vai defender a soberania se ele entregou o Brasil a facções criminosas? […] Lula devolveu o Brasil ao crime, à corrupção. Não tem autoridade moral para falar de patriotismo, muito menos de soberania", afirmou.
Além das críticas ao governo, Caiado também abordou a questão da representatividade feminina no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele reafirmou seu compromisso de indicar quatro mulheres para as vagas no tribunal, destacando que essa é uma prioridade em sua plataforma. "É um compromisso que coloquei com o país, colocarei quatro mulheres, não assistiremos mais situações como essa", disse.
No dia anterior, Caiado justificou sua proposta de indicações femininas, afirmando que as ministras nunca causaram constrangimentos ao Brasil. "Eu terei ali [na Presidência] a possibilidade de indicar quatro vagas de Supremo. E as quatro serão indicadas por mim e serão mulheres que estarão assumindo o Supremo Tribunal Federal. Você nunca viu ali as mulheres que compõem ou que passaram por lá, constranger o Brasil com qualquer situação como essa que nós estamos vendo hoje", explicou.
Essas declarações ocorreram em meio a polêmicas envolvendo um relatório da Polícia Federal (PF) que teve o sigilo levantado pelo ministro do STF, André Mendonça, e que revelou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.