José Guimarães critica afastamento de diretor da PF pelo STF

O ministro José Guimarães, que atua na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, manifestou publicamente sua desaprovação em relação à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Em uma publicação nas redes sociais, Guimarães descreveu a medida como "descabida" e uma "intromissão" em assuntos que não deveriam ser de competência do magistrado.

O titular da articulação política do governo levantou a possibilidade de que a decisão tenha motivações eleitorais, pedindo que o STF tome as providências necessárias. "Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça, no que tange o pedido de afastamento do delegado da Polícia Federal, é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe. Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências", afirmou Guimarães em sua postagem.

Na manhã de terça-feira, 8 de setembro, a Segunda Turma do STF alcançou uma maioria para manter a decisão de Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux manifestaram apoio à decisão do relator, porém a suspensão não altera o fato de que a ordem de afastamento permanece em vigor. O delegado William Marcel Murad assumirá temporariamente a direção da PF.

A decisão de Mendonça gerou reações entre parlamentares aliados ao governo. O deputado federal Lindbergh Farias criticou a medida, sugerindo que o magistrado está tentando interferir nas eleições em favor do senador Flávio Bolsonaro. "Afastar o diretor-geral da PF, que investigou e prendeu Vorcaro, é uma decisão irresponsável. Enquanto isso, o caso Dark Horse, envolvendo Flávio Bolsonaro, está parado há mais de 100 dias nas mãos do ministro", declarou Farias.

Por outro lado, a deputada Fernanda Melchionna, do PSol, defendeu o afastamento de Mendonça, apontando que há uma clara proteção à família Bolsonaro. Ela ressaltou que essa situação enfraquece a Polícia Federal em um momento crítico, com as eleições se aproximando. "É um absurdo o movimento para enfraquecer a Polícia Federal às vésperas da eleição, em uma operação que protege Flávio Bolsonaro, os valores envolvidos no caso Dark Horse e pessoas próximas à família Bolsonaro", destacou Melchionna.

Com informações minutofoz.com.br

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