Crise nos aeroportos britânicos resulta em cancelamentos em massa de voos

Na quarta-feira, 9 de setembro, os aeroportos do Reino Unido enfrentam uma significativa crise operacional, com centenas de milhares de passageiros sendo impactados por atrasos e cancelamentos. Essa nova onda de problemas é consequência de uma falha no sistema de controle de tráfego aéreo, que impediu aeronaves de decolar por várias horas na terça-feira, 8 de setembro.

Até o início da quarta-feira, pelo menos 177 voos haviam sido cancelados, com o Aeroporto de Londres-Heathrow sendo o mais afetado, segundo dados do site de rastreamento Flightradar24. Esse número se soma a mais de duas mil viagens interrompidas até as 20h da terça-feira.

A origem do problema foi identificada como uma "falha técnica" no processamento de voos pela Nats, a empresa responsável pela navegação aérea no Reino Unido. Este incidente representa a terceira grande paralisação do sistema aéreo britânico em um intervalo de pouco mais de três anos, gerando críticas sobre a confiabilidade da infraestrutura aérea do país.

O colapso teve início por volta das 13h da terça-feira e impactou as decolagens em terminais importantes, como Heathrow, Gatwick, Manchester e Stansted. Apesar de a Nats ter conseguido reparar o sistema cerca de quatro horas após a falha, o bloqueio temporário resultou em um efeito dominó que impediu a saída da maioria dos voos programados e paralisou as chegadas no sul da Inglaterra.

Em resposta à situação, companhias aéreas informaram que a normalização das operações pode levar dias. A British Airways, por exemplo, anunciou que suas atividades continuariam sendo afetadas ao longo da quarta-feira e começou a oferecer remarcações gratuitas aos passageiros impactados.

Em meio a essa crise de imagem, porta-vozes da Nats afirmaram que o erro técnico atual não está relacionado às falhas anteriores ocorridas em 2023 e 2025. Contudo, a recorrência de problemas significativos aumentou a pressão política sobre a gestão do espaço aéreo, levando o tema a ser discutido no governo.

Com informações minutofoz.com.br

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