A crise enfrentada pelo presidente, assim como a aproximação nas intenções de voto entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), resultaram em uma reflexão interna sobre a necessidade de ajustes na estratégia de campanha. O coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, afirmou que a nova realidade exige alterações significativas na abordagem do PT.
Além disso, o Partido dos Trabalhadores reconheceu que houve atraso na distribuição de materiais gráficos aos filiados em todo o país, uma questão que foi abordada recentemente. Nos discursos de Lula, há um esforço para enfatizar a necessidade de investigação sobre os casos do Banco Master e do INSS, buscando se desvincular da crise atual.
Entretanto, a Resistência de Lula em adotar esses novos formatos digitais se dá pela preocupação de que isso possa transmitir uma imagem artificial, o que poderia não ressoar bem com o eleitorado. A análise interna sugere que quanto mais autêntico e natural o presidente se apresentar, maior será sua capacidade de convencimento.
Ao mesmo tempo, a campanha está atenta ao público jovem, que tem se mostrado menos conectado com Lula. Uma das estratégias para alcançá-los é a participação em podcasts, onde o foco será destacar sua trajetória antes da presidência. A convicção da campanha é que muitos jovens conhecem Lula apenas como presidente e não têm familiaridade com sua história anterior.
O lançamento oficial da campanha, realizado em 16 de agosto, também foi planejado para resgatar a origem sindical de Lula e apresentá-lo como um presidente “improvável”, reforçando sua conexão com o passado e sua trajetória política.