José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, manifestou sua satisfação com o voto do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação às alterações na contagem do prazo de inelegibilidade estabelecidas pela Lei da Ficha Limpa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais na sexta-feira, 11, Arruda expressou confiança em sua capacidade de disputar as eleições de 2026, afirmando que sempre acreditou em seu direito.
O posicionamento de Gilmar Mendes, que foi apresentado durante o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881, propõe um período de transição de 18 meses para a nova contagem de prazo. Tal entendimento pode beneficiar Arruda, que teve seu registro de candidatura ao governo do DF negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), decisão que ainda está em fase de recurso.
Arruda deixou claro que sua intenção é manter a candidatura ao Governo do Distrito Federal, declarando: “Eu sou candidato, estou pronto”. O ex-governador também destacou que a decisão do TRE-DF, que indeferiu seu registro após um pedido do Ministério Público Eleitoral, se baseou em condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
A defesa de Arruda argumenta que as recentes mudanças na Lei da Ficha Limpa em 2025 alteraram a forma de contagem da inelegibilidade, o que poderia permitir sua candidatura nas eleições de 2026. Embora o registro tenha sido negado, ele pode continuar realizando atos de campanha até que haja uma decisão definitiva sobre o recurso. O TRE-DF garantiu que ele pode praticar atos de campanha, incluindo propaganda e uso do horário eleitoral, enquanto o recurso estiver pendente.
O julgamento da ADI 7881 ocorria no plenário virtual do STF, mas foi transferido para análise presencial após um pedido de destaque do ministro Flávio Dino. Até o momento, não há data definida para a retomada da análise. O desdobramento desse julgamento pode ter implicações diretas na situação jurídica de Arruda e em sua candidatura, especialmente após o voto favorável de Gilmar Mendes em relação às novas regras para as eleições de 2026.