Inflação de março é influenciada por alta nos preços dos alimentos e combustíveis

Alimentos que mais encareceram em março em relação a fevereiro. — Foto: 1 de 3 A

A inflação em março registrou um aumento de 0,88%, impulsionada por elevações nos preços dos alimentos. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que os alimentos, que subiram 1,56% em comparação a fevereiro, foram os principais responsáveis por essa alta. A alimentação no domicílio teve um aumento de 1,94%, superando a variação de fevereiro, que foi de 0,23%.

Entre os produtos que mais encareceram, destacam-SE o tomate, com alta de 20,31%, seguido pela cebola, que subiu 17,25%. Outros itens que contribuíram para essa inflação foram a batata-inglesa, com aumento de 12,17%, o leite longa vida, que subiu 11,74%, e as carnes, com aumento de 1,73%. Por outro lado, a maçã e o café moído apresentaram quedas nos preços, de -5,79% e -1,28%, respectivamente.

Além dos alimentos, os combustíveis também tiveram um impacto significativo na inflação de março. O grupo Transportes passou de uma alta de 0,74% em fevereiro para 1,64% no mês seguinte, com os combustíveis subindo 4,47%. A gasolina, em particular, teve um papel central, com aumento de 4,59% após uma queda em fevereiro.

Nesse contexto, o governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar controlar os preços, com um investimento estimado em R$ 30,5 bilhões, conforme declaração do ministro do Planejamento, Bruno Moretti. As passagens aéreas, por sua vez, continuaram a subir, embora a taxa de aumento tenha desacelerado para 6,08% em março.

Com relação aos serviços de transporte, as tarifas de ônibus urbanos aumentaram 1,17%, refletindo ajustes em algumas localidades. O metrô e o táxi também registraram altas, de 0,67% e 0,26%, respectivamente, enquanto o ônibus intermunicipal teve uma variação de 0,22%.

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