Na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem como objetivo avançar nas intenções de voto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Recentemente, ele começou a focar na captação do chamado voto útil, direcionado aos antipetistas que podem optar por outros candidatos no primeiro turno.
Essa nova abordagem da campanha visa atrair não apenas o eleitorado tradicional de Bolsonaro, mas também aqueles que se posicionam à direita e centro-direita e que têm aversão ao PT. Entre os nomes que podem dividir esses votos estão Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
Conforme os dados da pesquisa Quaest divulgada na última segunda-feira (14), esses candidatos juntos representam uma parcela significativa, somando 16 pontos percentuais em disputa. Enquanto Lula lidera com 36% das intenções, Flávio Bolsonaro aparece com 31%, evidenciando uma diferença que pode influenciar a dinâmica da corrida presidencial.
Flávio e seus aliados já começaram a mencionar a possibilidade de uma vitória no primeiro turno, mesmo que alguns integrantes da própria equipe considerem essa perspectiva improvável. A frase “não deixe para o segundo turno o que você pode fazer no primeiro” está sendo utilizada para estimular o eleitorado antipetista a concentrar seus votos em Flávio, evitando a fragmentação entre outras candidaturas que se opõem a Lula.
Com a proximidade da data de 4 de outubro, essa estratégia deverá ser intensificada. A expectativa é que um eventual crescimento na candidatura de Flávio não ocorra apenas pela conquista de eleitores independentes, mas também pela transferência de votos dentro do campo antipetista.
Um ponto central na argumentação de Flávio é que seu verdadeiro adversário é Lula, destacando a polarização existente e a dificuldade dos outros candidatos em se estabelecerem como uma ameaça real ao candidato do PL. Por essa razão, a participação em debates com esses concorrentes não é vista como uma prioridade, a fim de evitar uma exposição desnecessária.