A missão Artemis II finalizou sua jornada de volta à Terra com um pouso bem-sucedido no Oceano Pacífico. O retorno da cápsula Orion foi realizado em apenas 13 minutos, um período marcado por uma série de etapas críticas e altamente controladas.
Cerca de 20 minutos antes de reentrar na atmosfera, o módulo de serviço, que é responsável por fornecer energia e propulsão, foi descartado. Nesse momento, a cápsula Orion, que transportava os astronautas, seguiu seu trajeto. Em seguida, a nave fez uma breve queima de motores para ajustar seu ângulo de entrada na atmosfera, um ajuste crucial para evitar danos durante a reentrada.
A reentrada da cápsula ocorreu a aproximadamente 122 km de altitude, onde a nave ainda SE deslocava a mais de 40 mil km/h, cerca de 30 vezes a velocidade do som. Neste estágio, a Orion começou a interagir com as primeiras camadas da atmosfera, iniciando um intenso processo de desaceleração.
O atrito causado pela densidade crescente do ar foi o principal responsável pela frenagem da cápsula. O formato da nave, projetado para aumentar o arrasto, foi eficaz em reduzir rapidamente sua velocidade. Durante essa fase, as temperaturas ao redor do escudo térmico puderam superar 2.700 °C, criando plasma ao redor da cápsula.
Após a desaceleração, a comunicação foi momentaneamente interrompida, um fenômeno conhecido como blackout. Finalmente, a cápsula pousou nas águas do Oceano Pacífico, próximo a San Diego, em um procedimento denominado splashdown, que, embora controlado, foi significativo.
Equipes de resgate da NASA, juntamente com as forças armadas dos Estados Unidos, SE aproximaram para garantir a segurança da tripulação. Os astronautas foram retirados da cápsula cerca de duas horas após o pouso e levados para o navio militar USS John P. Murtha, onde passaram por avaliações médicas antes de serem transportados para o Centro Espacial Johnson, no Texas, para monitoramento contínuo.