As conversas diretas entre os Estados Unidos e o Irã tiveram início neste sábado (11) no Paquistão, conforme informações da agência de notícias iraniana IRNA. As reuniões, que ocorreram por volta de meio-dia no horário de Brasília, reúnem representantes de ambos os países para discutir um potencial acordo de paz.
Uma delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, se encontrou com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, assim como a delegação iraniana, chefiada por Mohammad Bagher Qalibaf. Durante esses encontros, foram apresentadas propostas que refletem interesses opostos.
A Proposta do Irã demanda o término garantido da guerra, a suspensão de ataques futuros, a eliminação das sanções econômicas, o controle do Estreito de Ormuz e o fim dos ataques israelenses ao Hezbollah no Líbano. Por outro lado, os EUA exigem restrições ao programa nuclear iraniano e a reabertura imediata do estreito.
Enquanto as negociações acontecem, Israel intensificou seus ataques no Líbano, mesmo com o Irã condicionando um cessar-fogo a uma pausa nas hostilidades naquela área. Dados de agências de notícias locais indicam que os ataques israelenses resultaram na morte de pelo menos três pessoas no sábado.
Desde o início do conflito, mais de 4 mil mortes foram registradas, incluindo 3 mil no Irã, 1.953 no Líbano e 23 em Israel. O conflito também afetou a economia do Golfo Pérsico, elevando os preços da energia e causando danos significativos à infraestrutura da região.
Em Teerã, os cidadãos expressam ceticismo, mas também esperança em relação às conversas, considerando os danos causados pelos recentes ataques aéreos. Para muitos, mesmo que um acordo seja alcançado, a recuperação será um processo longo e difícil.