Em 11 de abril, representantes do governo iraniano se encontraram com o primeiro-Ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, para negociar os termos de um cessar-fogo com os Estados Unidos. Apesar de ainda não haver um acordo formal, uma fonte paquistanesa informou que as conversas estão progredindo de maneira positiva.
Centenas de jornalistas aguardaram atualizações sobre as negociações em um centro de convenções próximo ao Hotel Serena, onde as delegações se encontram. Após mais de 15 horas de espera, muitos começaram a deixar o local sem informações oficiais sobre o andamento das tratativas.
As forças dos dois países realizaram duas rodadas de discussões no sábado e planejam continuar as conversas no domingo, conforme relatado pela agência estatal iraniana IRNA. A delegação americana ainda não se manifestou publicamente sobre o progresso das negociações.
Um porta-voz militar do Irã negou que dois destróieres da Marinha dos EUA tenham transitado pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a passagem de embarcações é responsabilidade das forças armadas da República Islâmica.
No contexto das negociações, dois superpetroleiros chineses cruzaram o Estreito de Ormuz, sendo esses os primeiros navios a deixar o Golfo do Oriente Médio desde a assinatura do cessar-fogo na terça-feira anterior. Além disso, a TV estatal iraniana informou que um alerta foi emitido a um navio militar dos EUA, indicando um possível ataque caso a embarcação cruzasse o estreito.
A reabertura do Estreito de Ormuz é considerada essencial para a manutenção do cessar-fogo, que foi anunciado por Donald Trump no início da semana. O objetivo central dos Estados Unidos é garantir a passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, que transita por essa rota em períodos de paz.