Neste domingo (12), um repórter da TV estatal iraniana anunciou a continuidade das negociações entre Irã e Estados Unidos. Em uma publicação na rede social X, o governo iraniano afirmou que as tratativas seguirão, apesar de algumas divergências remanescentes.
A agência Tasnim, ligada ao governo do Irã, destacou que a rodada de conversas realizada em Islamabad foi encerrada sem que um acordo fosse alcançado. As discussões ocorrem em um clima tenso, com a Guarda Revolucionária do Irã ameaçando agir de forma severa contra navios militares no Estreito de Ormuz.
O Comando Central dos Estados Unidos, por sua vez, informou que dois de seus navios de guerra atravessaram essa rota estratégica para realizar a desativação de minas que teriam sido colocadas por Teerã. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica reafirmou sua autoridade sobre o Estreito e alertou que qualquer tentativa de passagem por navios militares seria enfrentada de maneira rigorosa.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez declarações à imprensa, ressaltando que a conclusão de um acordo com o Irã não é um fator determinante para o governo americano. Recentemente, as autoridades paquistanesas têm mediado as conversações, que são vistas como uma oportunidade crucial para resolver as disputas entre as duas nações.
A situação é complexa, com um impasse evidente sobre questões relacionadas ao Estreito de Ormuz, um ponto vital de comércio global. As Forças Armadas dos EUA também estão ativas na região, conforme relataram ao jornal 'Financial Times', enquanto as negociações tentam amenizar as divergências entre as partes.
As delegações continuam a se reunir, enfrentando o desafio de chegar a um consenso em meio a exigências consideradas excessivas por uma das partes, enquanto o Irã defende seus interesses militares.