Revelação sobre gravidez marca novos desdobramentos no caso de Isabelle Caracristi

A descoberta de que Isabelle Caracristi, de 22 anos, estava grávida no momento de sua morte trouxe novos desdobramentos ao caso que vem sendo investigado pela Polícia Civil do Estado do Ceará. A revelação foi feita por seu irmão, Rafael Magalhães, em entrevista ao programa O povo no Rádio, na última segunda-feira (21/9). A jovem foi encontrada morta no dia 13 de setembro, no condomínio La Piazza, em Fortaleza, onde residia com o namorado.

Rafael informou que a família teve acesso a informações armazenadas no celular de Isabelle, que apontaram para a gravidez. Ele não conseguiu determinar quantas semanas a jovem estava gestante. O namorado de Isabelle é considerado foragido e é procurado pela Polícia Civil. A mãe dele foi localizada na noite de domingo (20) na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Durante a abordagem, as autoridades apreenderam um celular e um tablet que passarão por perícia.

As investigações estão em andamento, com a análise de imagens das câmeras de segurança do condomínio já entregues à Polícia. Até agora, quatro pessoas foram ouvidas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), e outras quatro ainda devem prestar depoimento. A família de Isabelle relatou um comportamento abusivo por parte do namorado, caracterizando a relação como intimidadora e de controle.

O relacionamento entre Isabelle e o namorado começou em julho deste ano, quando se conheceram em um escritório de advocacia onde a jovem fazia estágio. Rafael Magalhães já havia comentado que a relação era considerada abusiva pela família, que recebeu relatos de colegas de trabalho sobre o comportamento do namorado.

Na noite do dia 20, a SSPDS divulgou informações preliminares sobre os exames realizados no corpo de Isabelle, que indicaram politraumatismo como causa da morte. Os exames também não encontraram substâncias de interesse toxicológico em seu organismo. Durante o fim de semana, a Polícia Civil intensificou as diligências no condomínio, recolhendo vestígios de DNA e realizando registros fotográficos.

A investigação ainda não concluiu, e a SSPDS afirmou que somente após o término dos trabalhos será possível identificar os fatores que contribuíram para a morte da jovem. A dinâmica exata dos eventos que levaram ao óbito ainda não foi divulgada pelas autoridades, embora a Polícia tenha conseguido reconstruir os deslocamentos de Isabelle e do namorado na data do ocorrido.

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