Viktor Orbán reconhece derrota nas Eleições na Hungria após 16 anos no poder

Foto: 1 de 2 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em 23 de j

Neste domingo (12), as Eleições na Hungria resultaram na derrota do primeiro-ministro Viktor Orbán, que reconheceu a clara e dolorosa derrota em um discurso para seus apoiadores. O pleito, considerado o mais relevante da Europa em 2026, teve uma participação recorde de 66% dos eleitores, com a apuração alcançando 60,24% das urnas.

O partido de oposição Tisza está projetado para obter 136 cadeiras no Parlamento, que possui 199 assentos no total. Por outro lado, o Fidesz, partido de Orbán, deverá ficar com 56 cadeiras, enquanto o Mi Hazánk deve conquistar 7 assentos, conforme dados do órgão eleitoral nacional (NVI).

As urnas foram fechadas às 14h no horário de Brasília (19h no horário local). Com a contagem dos votos avançando, o líder da oposição, Péter Magyar, anunciou que Orbán o parabenizou pela vitória.

Viktor Orbán, um dos principais representantes da extrema direita na Europa, foi eleito pela primeira vez em 1998 e exerceu o cargo de primeiro-ministro por quatro anos. Retornou ao poder em 2010 e desde então tem governado o país.

O Fidesz, com sua ampla maioria no Parlamento, tem promovido mudanças na Constituição e implementado leis que visam estabelecer uma "democracia cristã iliberal". Suas políticas têm gerado críticas por restringirem a liberdade de imprensa, enfraquecerem o Judiciário e limitarem os direitos das minorias, incluindo a comunidade LGBTQIA+.

A trajetória de Orbán também foi marcada por atritos com a União Europeia, que suspendeu bilhões de euros em financiamentos devido a preocupações sobre a situação democrática na Hungria. Em contraste, Magyar, que lidera o partido Respeito e Liberdade, SE distanciou de Orbán e busca uma reaproximação com aliados ocidentais, prometendo manter políticas de combate à imigração ilegal.

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