Levantamento da Aldo Solar analisa o volume de buscas online e revela os países do continente americano que mais se interessam pela fonte fotovoltaica
Em 2025, a capacidade mundial de produção de energia fotovoltaica cresceu aproximadamente 12%, alcançando 664 GW, segundo o relatório Global Market Outlook for Solar Power 2026–2030. O avanço mostra que a busca por alternativas sustentáveis e por maior eficiência energética vem ganhando espaço em diferentes mercados.
Na América Latina e no Caribe, a expansão das fontes renováveis já faz parte da própria dinâmica do setor elétrico. De acordo com a Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), 69% da eletricidade gerada na região em 2024 veio de fontes renováveis, mais que o dobro da média mundial, de 30%.
Esse movimento também se reflete no ambiente digital, onde consumidores e empresas procuram informações sobre fontes capazes de reduzir custos e ampliar o uso de energia limpa.
Brasil lidera interesse por energia solar nas Américas
Um levantamento realizado pela Aldo Solar, maior distribuidora de energia solar do Brasil, com base no volume médio mensal de buscas no Google para o termo “energia solar”, adaptado ao idioma de cada país e proporcional a 100 mil habitantes, entre julho de 2025 e junho de 2026, revelou os países do continente americano que mais buscam por energia solar. Os dados representam exclusivamente o comportamento de busca na internet e não indicam, necessariamente, a adoção ou instalação de sistemas fotovoltaicos.
No caso brasileiro, a liderança nas buscas acompanha um mercado já consolidado: o país chegou a cerca de 74,3 GW de capacidade instalada em energia solar em meados de 2026, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
O interesse também é favorecido pelo alto potencial de irradiação solar, que pode alcançar 2.100 kWh/m² por ano em diferentes regiões, conforme dados do Global Solar Atlas.
Somam-se a esses fatores os custos da eletricidade: segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), uma residência com consumo moderado pode ter uma conta entre R$ 100 e R$ 200 por mês, valor que pode aumentar em períodos de bandeira tarifária vermelha ou seca.
Já em outras regiões, fatores como oscilações tarifárias, necessidade de ampliar a segurança energética e avanço das políticas de transição energética ajudam a explicar o interesse.

Tendências e o futuro do mercado de energia solar nas Américas
Se as buscas ajudam a revelar o interesse do público, os fatores econômicos e ambientais ajudam a explicar por que a energia solar vem ganhando espaço.
A possibilidade de reduzir a conta de luz é um dos principais atrativos, especialmente em locais onde o custo da eletricidade representa uma parcela relevante do orçamento. Além da economia, a sustentabilidade contribui para ampliar a procura.
Embora a América Latina e o Caribe respondam por menos de 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, a região precisa avançar na redução das emissões para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, conforme alerta do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Nesse cenário, a geração distribuída ganha relevância ao aproximar o consumidor da produção de eletricidade. O crescimento global de 12% registrado em 2025 e o volume de 664 GW de capacidade fotovoltaica reforçam que a expansão da energia solar faz parte de uma transformação mais ampla do setor energético.
Como funciona a energia solar residencial?
A energia solar residencial transforma a luz do Sol em eletricidade por meio de painéis com células fotovoltaicas, geralmente produzidas com materiais semicondutores. Quando a luz solar os atinge, os fótons energizam os elétrons e produzem corrente elétrica contínua.
Para que a eletricidade possa ser utilizada nas residências e empresas, o sistema conta com um inversor, responsável por converter a corrente contínua em corrente alternada.
O excedente produzido pode ser direcionado à rede elétrica ou armazenado em baterias, dependendo da configuração escolhida. De forma geral, os sistemas residenciais disponíveis no mercado podem ser divididos em três modelos principais, que atendem diferentes necessidades de consumo e autonomia energética.
Os sistemas conectados à rede pública permitem que o imóvel utilize a energia produzida pelos painéis e envie o excedente para a rede. Quando a geração solar é insuficiente, a eletricidade da rede é utilizada.
Já os sistemas independentes funcionam de maneira autônoma. A energia produzida é armazenada em baterias para utilização posterior, sendo uma alternativa especialmente relevante em áreas remotas ou sem acesso à rede elétrica.
Existem ainda sistemas que combinam a conexão à rede com o armazenamento em baterias, permitindo utilizar, guardar ou enviar a energia produzida conforme a necessidade.
Assim, a escolha do sistema depende das características do imóvel, do consumo e do nível de autonomia energética desejado. Integradores especializados avaliam essas variáveis para definir a solução mais adequada para cada projeto.
Vale a pena instalar energia solar?
O interesse crescente pelas pesquisas também está relacionado aos benefícios proporcionados pela tecnologia fotovoltaica. Entre os principais atributos que impulsionam a adoção da energia solar no mercado estão:
- Economia na conta de luz: sistemas bem dimensionados podem reduzir significativamente o valor da conta de eletricidade, conforme as características da instalação e do consumo.
- Longa vida útil: os sistemas fotovoltaicos podem funcionar por mais de 25 anos, oferecendo retorno sobre o investimento ao longo de décadas.
- Baixa necessidade de manutenção: os equipamentos exigem poucos cuidados para permanecer em funcionamento adequado.
- Operação silenciosa: a geração de eletricidade ocorre sem emissão de ruídos durante o funcionamento.
A adoção da energia solar também contribui para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e os impactos ambientais associados à geração convencional de eletricidade, alinhando-se às metas globais de transição energética e sustentabilidade.