Papa Leão XIV critica governo Trump e endurece discurso em meio a tensões internacionais

Papa Leão XIV em 7 de abril de 2026 — Foto: 1 de 2 O papa Leão XIV em 7 de abril

O Papa Leão XIV e o presidente Donald Trump trocaram críticas nos dias 12 e 13 de abril de 2026. Essa disputa evidencia a mudança de postura do pontífice, que anteriormente utilizava críticas mais sutis às ações do governo dos Estados Unidos.

Eleito em maio de 2025, Leão XIV é o primeiro papa nascido nos Estados Unidos. Após sua eleição, encontrou-se com o vice-presidente J.D. Vance e o secretário Marco Rubio no Vaticano, onde recebeu um convite para visitar a Casa Branca. No entanto, essa visita nunca se concretizou, e o papa começou a criticar as políticas de Trump, especialmente em relação aos imigrantes.

Em novembro de 2025, Leão XIV fez uma declaração contundente sobre a situação de imigrantes ilegais nos EUA, afirmando que há maneiras adequadas para lidar com o problema, sem abrir fronteiras.

Durante o final de 2025, o papa adotou um tom mais moderado, expressando preocupação com a situação no Caribe e na Venezuela, mas sugerindo pressões econômicas a Nicolás Maduro em vez de ações militares. Em fevereiro de 2026, limitou seus comentários sobre as tensões entre Cuba e Estados Unidos, pedindo a redução da violência.

A abordagem discreta do papa mudou significativamente após o início da guerra no Irã. Em resposta a críticas de Trump, que sugeriu que Leão deveria se concentrar em ser um papa, o pontífice reafirmou sua posição, dizendo que não teme o governo Trump e que sua mensagem se baseia na busca pela paz.

Na última declaração, Leão XIV ressaltou que sua missão é a da Igreja no mundo contemporâneo, enfatizando que não está alinhado às tentativas de Trump de politizar sua mensagem. O embate entre eles segue em meio a um cenário internacional complexo e cheio de tensões.

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