Capoeirista também integrou a organização do Estadual de Capoeira e esteve à frente das equipes de arbitragem, musicalidade e coral durante a competição
A participação de dez alunos do Mestre Heitor na Copa Cumbé II – Estadual de Capoeira, realizada no último domingo, 20 de setembro de 2026, terminou com cinco vitórias, mas, para o mestre, o principal resultado esteve além dos troféus e medalhas.

Além de levar seus alunos para competir, Mestre Heitor teve participação direta na organização do evento. Ele foi responsável pelas equipes de arbitragem, musicalidade e coral, além de atuar na dinâmica geral da competição para contribuir com o bom andamento das disputas.
Mesmo envolvido em diferentes funções durante o campeonato, o mestre acompanhou a participação dos dez capoeiristas que representaram seu trabalho na competição estadual. Dos dez competidores, cinco conquistaram a vitória em suas respectivas disputas.
Para Mestre Heitor, a preparação para uma competição de capoeira não envolve apenas técnica. A tranquilidade e a capacidade de tomar decisões diante das dificuldades encontradas durante o jogo também podem ser determinantes.
“Eu preparei os meus alunos e todos estavam aptos a competir. Disse a eles que poderiam perder para eles mesmos caso não tivessem tranquilidade no momento da competição. Tanto os meus alunos quanto os outros capoeiristas que enfrentariam eram bons. Porém, naquele dia, venceria quem estivesse mais tranquilo e preparado para, diante de uma situação de dificuldade, encontrar a melhor solução dentro do jogo e aplicar sua técnica.”

Dez competidores, cinco vitórias e uma experiência para todos
Os dez alunos do Mestre Heitor participaram da competição representando a Associação Cultural Cumbé Capoeira.
A equipe foi formada por:
Contramestre Wolverine
Instrutor Palito
Monitor Locutor
Monitora Sorriso
Onça Pintada
Viola
Choque
Nelma
Ninja
Elétrica
Ao todo, foram 10 competidores e 5 vitórias.
O número, entretanto, não resume a avaliação feita pelo mestre sobre a participação de seus alunos. Para ele, entrar em uma competição, aceitar o desafio e vivenciar uma disputa diante de outros capoeiristas já representa uma etapa importante na formação de quem pratica a modalidade.
“Fico extremamente lisonjeado por ter dez alunos meus já vencedores simplesmente por terem se inscrito, aceitado o desafio e participado da Copa. Eles levaram para casa não somente troféus ou medalhas, mas experiência, alegria e a satisfação de terem participado de um evento estadual de capoeira. Ao meu ponto de vista, todos eles são campeões.”

Capoeira como competição, aprendizado e formação
A participação na Copa Cumbé II também proporcionou aos alunos uma experiência diferente daquela vivenciada nos treinos cotidianos. O ambiente competitivo exige que o capoeirista coloque em prática fundamentos trabalhados durante a preparação, além de lidar com a pressão natural de uma disputa.
Nesse contexto, a competição passa a funcionar também como uma oportunidade de aprendizado. Cada jogo permite identificar pontos que precisam ser aprimorados, compreender diferentes estilos de adversários e desenvolver a capacidade de responder às situações apresentadas dentro da roda.
Para Mestre Heitor, esse processo faz parte da própria trajetória do capoeirista.
A atuação dos alunos na Copa Cumbé II reuniu, portanto, dois aspectos importantes do trabalho desenvolvido pela Associação Cultural Cumbé Capoeira: a preparação para a prática competitiva e a valorização da experiência adquirida por meio da participação em eventos de capoeira.
Com cinco vitórias entre os dez competidores inscritos, a equipe encerrou sua participação levando para casa mais do que os resultados obtidos nas disputas: experiência, aprendizado, alegria e a vivência de um campeonato estadual de capoeira.
10 competidores. 5 vitórias. Uma experiência compartilhada. Mais que resultados, aprendizado e Capoeira.
Associação Cultural Cumbé Capoeira