Condenação de 36 anos por feminicídio em Nova Prata do Iguaçu

Um homem foi sentenciado a 36 anos e 8 meses de prisão pelo crime de feminicídio contra sua companheira, além de posse ilegal de munições. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri de Salto do Londra, localizado no Sudoeste do Paraná. O assassinato ocorreu no dia 16 de maio de 2025, na cidade de Nova Prata do Iguaçu.

Conforme a denúncia, o crime foi motivado por uma discussão entre o réu e a vítima, que se intensificou devido ao sentimento de posse e controle do acusado em relação à mulher. O Ministério Público do Paraná (MPPR) relatou que o homem não aceitou publicações feitas pela vítima em uma rede social, o que culminou em um ataque com faca dentro da residência do casal. A filha de seis anos da mulher estava presente no momento do crime.

Após cometer o feminicídio, o homem deixou a criança na casa do avô paterno e, em seguida, dirigiu-se à residência da irmã da vítima para relatar o ocorrido. Posteriormente, ele se entregou à Polícia Militar do Paraná (PMPR).

O Conselho de Sentença considerou que o crime se configurou como feminicídio e aplicou três causas de aumento de pena: a presença da filha durante o ato, o uso de meio cruel e a utilização de recurso que dificultou a defesa da mulher. O Promotor de Justiça Leonardo Penna Guedes Amin enfatizou que a sentença não poderá apagar a dor da família, mas representa um importante sinal para a sociedade.

O promotor destacou que essa condenação serve como uma resposta para os familiares e um alerta de que a violência contra a mulher não será tolerada. Ele também mencionou que o Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicou que, em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, refletindo um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Em 80% dos casos, os autores dos crimes eram ex-companheiros ou atuais parceiros das vítimas.

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