A ponte das Correntes de Budapeste, que normalmente atrai muitos turistas, foi iluminada nas cores da bandeira húngara após o resultado das eleições do último domingo (12). Essa vitória histórica resultou na derrota de Viktor Orbán, que esteve no poder por 16 anos, e foi celebrada por apoiadores de Péter Magyar, novo líder do partido Tisza.
Apesar do controle exercido por Orbán sobre a mídia estatal e as alterações no sistema eleitoral que favoreciam seu partido, o Fidesz, ele enfrentou uma derrota contundente. Na manhã de segunda-feira (13), muitos eleitores, incluindo aqueles que votavam pela primeira vez, celebraram nas ruas de Budapeste, expressando esperança e incredulidade.
Orbán, que se destacou em 1989 ao pedir a saída das tropas russas da Hungria durante a União Soviética (URSS), agora vê a ironia de sua própria queda. Ao longo dos anos, sua política se transformou, e o novo primeiro-ministro, Péter Magyar, de 45 anos, ex-integrante do Fidesz, promete reformas para desmantelar o legado de Orbán.
Magyar, que é um nacionalista conservador, busca fortalecer os laços com a Europa e enfraquecer as relações com a Rússia. A população húngara, por sua vez, está mais preocupada com questões internas, como a economia, a inflação e a melhoria dos serviços públicos, que atualmente enfrentam desafios significativos.
A oficialização de Magyar como primeiro-ministro depende do convite do presidente da Hungria, o que deve ocorrer em aproximadamente um mês. As expectativas são altas em relação às mudanças que ele poderá implementar no país.