Após encerrar o dia anterior abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos, o dólar começou a terça-feira, dia 14, com sua cotação a R$ 4,9772, apresentando uma queda de 0,39% por volta das 10h19. O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, opera em alta de 0,11%, atingindo 198.219 pontos.
O clima nos mercados foi influenciado por novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou a possibilidade de um acordo com o Irã, após fracassos nas negociações anteriores. Embaixadores de Líbano e Israel se encontram em Washington para discutir um possível cessar-fogo, um tema central nas tratativas envolvendo os EUA e o Irã.
A tensão no Oriente Médio impactou o preço do petróleo, que registrou queda. O tipo Brent, referência global, estava sendo negociado a US$ 99,04 por barril, com uma redução de 0,32%, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), utilizado nos EUA, recuava 1,80%, cotado a US$ 97,30.
No Brasil, a preocupação gira em torno dos efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis, especialmente devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que pode afetar a oferta e, consequentemente, os custos aqui no país. Na agenda econômica, os dados do setor de serviços de fevereiro, divulgados pelo IBGE, e o índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos são aguardados com atenção.
O dólar apresentou um Dólar Acumulado da semana de -0,29%, do mês de -3,51% e do ano de -8,96%. O Ibovespa teve um Acumulado da semana de +0,34%, do mês de +5,62% e do ano de +22,89%.
As bolsas asiáticas também mostraram um desempenho positivo, com alta nas principais praças, impulsionadas pelo otimismo com a possível retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã. O índice de Xangai subiu 0,95%, enquanto o Hang Seng de Hong Kong avançou 0,82%.