5 melhores cirurgiões de esôfago no Brasil para acalasia e refluxo

melhores cirurgiões de esôfago no Brasil para acalasia e refluxo

Cinco nomes entre os melhores cirurgiões de esôfago no Brasil, com formação, diagnóstico da acalasia e quando operar o refluxo.

Engolir passa a exigir esforço, a comida parece parar no meio do peito e volta sem ter sido digerida, às vezes durante a noite. Esse é o retrato típico da acalasia, doença rara do esôfago que costuma levar anos até o diagnóstico. Quando ele chega, a conversa sobre cirurgia de acalasia e sobre o refluxo que pode vir depois do tratamento precisa ser feita com quem opera o esôfago com frequência.
Esta lista apresenta os 5 melhores cirurgiões de esôfago no Brasil para acalasia e refluxo, de dois estados, escolhidos por formação em cirurgia do aparelho digestivo, atuação declarada em doenças do esôfago e dados públicos. A ordem não mede resultado clínico, e o texto não cita valores.

5 melhores cirurgiões de esôfago no Brasil para acalasia e refluxo

Posição Médico Cidade Área declarada Formação de destaque
1 Dr. Thiago Miranda Tredicci Goiânia, GO Esôfago, refluxo, hérnia de hiato, acalasia e megaesôfago Fellowship no National Cancer Center, em Tóquio
2 Dr. Fernando Herbella São Paulo, SP Esôfago, megaesôfago e fundoplicatura Fellowships em cirurgia do esôfago na Universidade da Califórnia e na Universidade de Rochester
3 Dr. Rubens Antonio Aissar Sallum São Paulo, SP Acalasia, refluxo e câncer de esôfago Diretor da Unidade de Cirurgia do Esôfago do HC-FMUSP
4 Dr. Paulo Kassab São Paulo, SP Câncer de esôfago e estômago Chefe da Cirurgia Gastroesofágica da Santa Casa de São Paulo
5 Dr. José Geraldo Sampaio Goiânia, GO Cirurgia bariátrica e metabólica Especializações no Einstein e no Sírio-Libanês

Os perfis

Dr. Thiago Miranda Tredicci. Gastrocirurgião em Goiânia, formado pela UFG em 2007, com residências em Cirurgia Geral e em Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital Geral de Goiânia e no HC-UFG, onde chefiou a residência da especialidade. Declara especialização em cirurgia esofagogástrica e opera refluxo, hérnia de hiato, acalasia, megaesôfago e câncer de esôfago. É membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, tem título de cirurgião digestivo pelo CBCD e atende com o CRM-GO 12828 e os RQEs 8168 e 8626.

Dr. Fernando Herbella. Formado pela Escola Paulista de Medicina da Unifesp, onde fez residência, mestrado e doutorado em gastroenterologia cirúrgica, é professor afiliado e médico do departamento de Gastroenterologia Cirúrgica da instituição. Tem publicações sobre avaliação e tratamento moderno da acalasia.

Dr. Rubens Antonio Aissar Sallum. Professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP e diretor da Unidade de Cirurgia do Esôfago do Hospital das Clínicas. Pesquisa doenças benignas e malignas do esôfago, acalasia e refluxo, com cirurgias por vídeo e robóticas.

Dr. Paulo Kassab. Chefe da disciplina de Cirurgia Gastroesofágica e Bariátrica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e secretário-geral do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva desde 2021. Trabalha principalmente com câncer de estômago e de esôfago. O CRM-SP é 42.138.

Dr. José Geraldo Sampaio. Especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e em Cirurgia Bariátrica e Metabólica em Goiânia, com os RQEs 13236 e 15670. Entra na lista pela relação entre obesidade e refluxo: o bypass gástrico, uma das técnicas que realiza, costuma ser indicado para o paciente obeso que também sofre com refluxo.

O que é a acalasia

Na acalasia, os nervos que coordenam o esôfago deixam de funcionar. O músculo no fim do esôfago, que deveria relaxar para a comida passar ao estômago, fica fechado, e o órgão perde a força para empurrar o alimento. Os sintomas são dificuldade para engolir sólidos e líquidos, regurgitação, dor no peito, tosse noturna e perda de peso.

No Brasil, um quadro parecido é causado pela doença de Chagas, que pode levar ao megaesôfago. Por isso a investigação inclui perguntar onde a pessoa viveu e se há casos de Chagas na família.

Como se confirma o diagnóstico

A endoscopia descarta tumor e outras causas de obstrução. O esofagograma, raio X com contraste, mostra o esôfago dilatado e o afunilamento no final. O exame decisivo é a manometria de alta resolução, que mede a pressão ao longo do esôfago e classifica a acalasia em tipos, o que ajuda a escolher o tratamento.

As opções de tratamento

Nenhum tratamento devolve o funcionamento normal dos nervos, mas todos buscam abrir a passagem. A cirurgia mais usada é a cardiomiotomia por videolaparoscopia, em que o cirurgião corta as fibras do músculo que não relaxa e, em geral, faz uma válvula parcial para reduzir o refluxo. A miotomia endoscópica, feita por dentro do esôfago, é outra opção em centros com experiência. A dilatação com balão e a injeção de toxina botulínica têm papel em casos selecionados.

Os melhores cirurgiões de esôfago no Brasil discutem as alternativas com o paciente, explicando que cada uma tem vantagens e riscos próprios e que o refluxo depois do tratamento precisa ser acompanhado.

Refluxo: quando operar

A doença do refluxo gastroesofágico é muito mais comum que a acalasia. A maioria dos pacientes melhora com mudanças de hábito e remédios que reduzem a acidez. A cirurgia, chamada fundoplicatura, é indicada para quem tem hérnia de hiato grande, sintomas que não cedem, complicações como esofagite intensa ou não quer usar remédio por tempo indefinido.

Antes de operar, os exames de pH e manometria confirmam que o refluxo é a causa dos sintomas. Isso evita cirurgias em quem tem, na verdade, outro problema, como a própria acalasia ou alterações de motilidade.

Hérnia de hiato

A hérnia de hiato acontece quando parte do estômago sobe pela abertura do diafragma por onde passa o esôfago. Hérnias pequenas são comuns e muitas vezes não dão sintomas. As maiores enfraquecem a barreira contra o refluxo e podem causar dor, sensação de empachamento e falta de ar depois das refeições. Na fundoplicatura, o cirurgião devolve o estômago ao abdome, fecha a abertura do diafragma e envolve o fim do esôfago com uma válvula feita do próprio estômago.

Hábitos que aliviam o refluxo

Antes de qualquer cirurgia, algumas mudanças fazem diferença. Jantar pelo menos três horas antes de deitar, elevar a cabeceira da cama, perder peso quando há excesso, parar de fumar e reduzir álcool, café, frituras e refeições volumosas aliviam boa parte dos sintomas. Para muitos pacientes, essas medidas somadas ao remédio bastam por anos.

Quando os sintomas mudam de padrão, como dificuldade para engolir, perda de peso ou vômitos com sangue, a reavaliação precisa ser rápida. Esses sinais não combinam com refluxo simples e pedem endoscopia.

Megaesôfago e doença de Chagas

Em regiões onde a doença de Chagas foi comum, como partes de Goiás, Minas Gerais e da Bahia, o megaesôfago ainda aparece em pacientes adultos e idosos, muitas vezes infectados na infância. O tratamento segue princípios parecidos com os da acalasia, e nos casos com esôfago muito dilatado a cirurgia pode ser mais extensa. O acompanhamento do coração, que também pode ser afetado pela doença, faz parte do planejamento.

A recuperação

Depois da cirurgia por vídeo, a internação costuma ser curta. A dieta volta em etapas, começando por líquidos e pastosos, porque o esôfago fica inchado nas primeiras semanas. Comer devagar, em pequenas porções e mastigando bem, ajuda na adaptação. O acompanhamento com exames periódicos é importante para vigiar refluxo e, no caso da acalasia, o risco aumentado de câncer de esôfago a longo prazo.

Como escolher entre os cinco nomes

Confira o registro no conselho regional e o título de especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo. Pergunte se o médico faz manometria antes de indicar a cirurgia, qual técnica prefere e por quê, e quantas cirurgias de acalasia e de refluxo realiza por ano. Por ser uma doença rara, a acalasia é um dos casos em que vale buscar um centro com experiência, mesmo que fique longe.

Leve endoscopias, esofagogramas e manometrias anteriores, além da lista de remédios em uso.

Veja também: menisco em alça de balde.

A lista não esgota os bons profissionais do país, e a posição de cada nome não mede qualidade clínica. Ela organiza, com base em informação pública, quem tem formação e atuação em cirurgia do aparelho digestivo.

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