A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou que o Natal será celebrado a partir do dia 1º de novembro, uma decisão que busca promover a felicidade dos venezuelanos e impulsionar a atividade econômica do país, especialmente após os devastadores terremotos ocorridos em junho. O anúncio foi feito durante uma reunião com empresários nesta quinta-feira (8).
Rodríguez adotou uma estratégia semelhante à de seu antecessor, Nicolás Maduro, que já havia antecipado as comemorações natalinas em 2013. Naquele ano, o país enfrentava uma grave crise econômica e a mudança visava estimular o comércio de produtos típicos da época, que já enfrentava escassez. Desde então, Maduro repetiu a prática em anos consecutivos, apesar das críticas de representantes da Igreja Católica, que afirmam que a data deve ser definida religiosamente e não deve ser utilizada para fins políticos.
Durante o mesmo evento, Delcy Rodríguez apresentou dados sobre a economia da Venezuela, apontando uma previsão de crescimento de 6,5% para o terceiro trimestre deste ano. A presidente interina destacou uma recuperação significativa nos setores petrolífero e não petrolífero do país após os desastres naturais que afetaram a região.
A produção de petróleo, um dos principais pilares da economia venezuelana, registrou um aumento de 8% no acumulado do ano. A presidente afirmou que, nos próximos dois anos, a Venezuela espera receber cerca de 12 bilhões de dólares em financiamento público e privado, um sinal de recuperação das relações com instituições financeiras internacionais.
Rodríguez mencionou o retorno da Venezuela ao sistema financeiro multilateral, incluindo o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a CAF, o Banco de Desenvolvimento da América Latina. Esses acordos podem proporcionar um fluxo financeiro necessário para a estabilização econômica do país.
Desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro, o governo americano tem tentado assegurar um fornecimento contínuo de petróleo bruto da Venezuela, ao mesmo tempo em que busca promover investimentos na indústria energética do país, que faz parte da OPEP. Atualmente, a produção de petróleo na Venezuela gira em torno de 1,25 milhão de barris por dia.