O Fundo Monetário Internacional (FMI) ajustou a previsão de crescimento do Brasil para 2026, agora estimado em 1,9%. Este número representa um aumento de 0,3 ponto percentual em relação à projeção divulgada em janeiro, embora mantenha o mesmo índice visto em outubro do ano anterior.
Em contraste, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025 foi de 2,3%, o pior resultado desde 2020, conforme dados do IBGE. O impacto positivo da guerra no Oriente Médio é mencionado, uma vez que o Brasil é um exportador de petróleo.
Para 2027, o FMI revisou a projeção, reduzindo-a em 0,3 ponto percentual, agora com uma expectativa de 2%. Esse ajuste reflete um cenário de desaceleração da demanda global, pressionada por custos mais altos de insumos e condições financeiras mais restritivas.
A previsão do FMI para a economia brasileira é superior à do Banco Central, que é de 1,6%, e se aproxima das estimativas do mercado financeiro, com 1,85% conforme o Boletim Focus. Contudo, ainda está abaixo do que projeta o Ministério da Fazenda, que é de 2,3%.
As expectativas do FMI para o Brasil também são inferiores às projeções para a América Latina e Caribe, que esperam crescimento de 2,3% e 2,7%, respectivamente. O relatório ressalta que o impacto da guerra no Oriente Médio varia entre as economias da região, afetando mais negativamente os países menores.
O FMI ainda alertou que o conflito está elevando os riscos à estabilidade financeira global, especialmente por meio de pressões inflacionárias que podem impactar o financiamento em várias partes do mundo. A projeção de crescimento global foi fixada em 2,5% para 2026.