No último sábado (10), a cidade de Zaporizhzhia, localizada no sul da Ucrânia, foi alvo de um ataque que resultou na morte de ao menos 17 pessoas, entre as quais estavam três crianças. As autoridades regionais confirmaram que a ofensiva ocorreu um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo que suspende as sanções ao diesel russo, uma medida que representa um significativo revés para o governo da Ucrânia.
Uma das vítimas foi uma menina de apenas 6 anos, que teve seu corpo encontrado sob os escombros de um prédio de apartamentos destruído pelo ataque. Seu avô, Anatoliy Chumniy, foi visto em estado de desespero ao se debruçar sobre o corpo da neta, lamentando a tragédia que ocorreu poucos dias antes do aniversário da criança.
O ataque causou ferimentos em outras 18 pessoas, e segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a Rússia intensificou os ataques em resposta à suspensão das sanções. Em suas declarações, Zelensky criticou a Casa Branca, afirmando que a Rússia agradeceu pela flexibilização das sanções com bombardeios a prédios residenciais na cidade.
Este ataque é o terceiro com um alto número de vítimas registrado na Ucrânia na mesma semana. Antes disso, quase 80 civis perderam a vida em ofensivas russas nos dias 7 e 8 de outubro, com um dos incidentes mais devastadores ocorrendo em Kramatorsk, onde 30 pessoas foram mortas por uma bomba, e em Pryluky, onde 22 civis foram atingidos por um míssil.
Mykhailo Semikin, um representante de Zaporizhzhia, informou que a Rússia atacou múltiplos alvos simultaneamente nas primeiras horas do dia. Equipes de resgate trabalharam arduamente para retirar sobreviventes dos escombros, enfrentando situações dramáticas, como o resgate de um homem que ficou preso sob os destroços e gritava de dor enquanto era socorrido.
Nataliia Malysheva, uma residente de 49 anos, expressou sua revolta ao perder seus pais, que faleceram após serem retirados dos escombros. Em meio ao sofrimento, ela questionou a lógica por trás dos ataques, refletindo sobre a capacidade da Rússia de continuar a ofensiva.