Mercado de brinquedos para adultos e adolescentes cresce significativamente até 2026

O Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, deve gerar um volume de R$ 9,27 bilhões em vendas no varejo brasileiro, destacando-se como o maior desde 2014, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Esta data, tradicionalmente associada ao público infantil, está passando por uma transformação, com um aumento crescente no interesse de consumidores adultos e adolescentes por produtos que antes eram exclusivos para crianças.

Dados da Circana Brasil revelam que os brinquedos voltados para adolescentes e adultos apresentaram um crescimento de 50% em faturamento apenas em agosto. Entre 2025 e 2026, o faturamento desses brinquedos deve dobrar, enquanto os produtos direcionados exclusivamente ao público infantil terão um aumento de 17% no mesmo período. No segmento de colecionáveis, action figures e blocos de montar, como os de Lego, se destacaram nas vendas, ocupando posições de destaque entre os brinquedos mais procurados.

Além disso, itens relacionados à Fórmula 1 e à Ferrari vêm ganhando popularidade, refletindo uma tendência de produtos que atraem consumidores de diversas idades. Célia Bastos, diretora executiva da Circana Brasil, enfatiza que a data, embora tradicionalmente voltada para crianças, mostra que o prazer de brincar é um interesse que transcende idades. Os brinquedos agora são utilizados como uma forma de expressar interesses, relembrar memórias e compartilhar experiências intergeracionais.

A tendência do aumento na compra de brinquedos por adultos não é exclusiva do Brasil. Um estudo realizado pela Circana nos Estados Unidos em 2024 indicou que os adultos começaram a gastar mais em brinquedos para uso próprio em comparação com outras faixas etárias, superando os consumidores de produtos para crianças em idade pré-escolar. Entre janeiro e abril de 2024, esse público mostrou um comportamento de consumo que redefiniu o mercado de brinquedos.

Para o Dia das Crianças deste ano, a estimativa é de que as compras atinjam R$ 20,2 bilhões, representando um crescimento de 7,5% em relação a 2025. Regionalmente, o Sudeste é a área que deve ter a maior participação nas vendas, correspondendo a 48% do total, ou cerca de R$ 8,8 bilhões. O Nordeste virá em seguida, com R$ 5 bilhões, enquanto o Sul deverá movimentar R$ 3,1 bilhões. As regiões Centro-Oeste e Norte devem registrar R$ 1,7 bilhão e R$ 1,5 bilhão, respectivamente.

Quando analisado o gasto médio por presente, a situação muda. No Centro-Oeste, a média é de R$ 298 por presente, enquanto No Sudeste a expectativa é de R$ 232. No Sul, o valor médio deve ser de R$ 227, e no Norte e Nordeste, os consumidores estão projetando gastos de R$ 201 e R$ 169, respectivamente. Os brinquedos continuam a ser a primeira escolha entre os presentes, com 57% das preferências, seguidos por vestuário e acessórios (27%) e artigos esportivos (12).

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