O Conselho de Segurança da ONU se reunirá em Nova York neste sábado, em uma sessão de emergência solicitada por diversos países, para debater a crescente tensão na Faixa de Gaza. A reunião ocorre em resposta ao anúncio do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre um plano para ocupar integralmente a Cidade de Gaza, medida que provocou forte reação da comunidade internacional.
A decisão de Netanyahu gerou uma onda de críticas, com a França liderando a condenação na sexta-feira. O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, expressou que o plano israelense, caso implementado, agravaria a já catastrófica situação humanitária em Gaza e não contribuiria para a libertação de reféns detidos pelo Hamas.
A preocupação com a situação em Gaza também foi manifestada por outros países europeus, pela própria ONU e pela China. O grupo palestino Hamas alertou que a ocupação militar total da Cidade de Gaza colocaria em risco a vida de reféns.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, alertou Israel sobre “uma escalada perigosa” que poderia agravar as consequências humanitárias para milhões de palestinos. A Alemanha, tradicional aliada de Israel, tomou uma medida significativa ao suspender a exportação de armas que poderiam ser utilizadas em Gaza, marcando uma mudança em sua política em relação ao conflito.
Em resposta às sanções alemãs, Netanyahu expressou “decepção”, argumentando que a Alemanha estaria “recompensando o terrorismo do Hamas” em vez de apoiar a “guerra justa de Israel”. Ele afirmou que o objetivo não seria tomar o controle de Gaza, mas sim libertá-la do Hamas e permitir o estabelecimento de um governo pacífico. No entanto, o governo alemão expressou dificuldade em entender como o plano militar israelense alcançaria esses objetivos no território palestino.