Mudanças climáticas podem gerar perdas e elevar custos em todos os setores; conhecer e integrar esses riscos na gestão, ajuda empresas a antecipar desafios, mitigar custos e tomar decisões mais informadas
Toda a economia está vulnerável às mudanças climáticas, que podem gerar prejuízos estruturais e financeiros. Uma seca na Amazônia pode afetar a oferta de ingredientes. Ondas de calor e tempestades podem impactar fábricas e entregas. Novas regras para embalagens podem exigir adaptações. Por isso, empresas que conhecem e reportam seus riscos climáticos, e mostram como gerenciam esses riscos, garantem diferenciais e colocam-se na vanguarda do mercado. Para mostrar como considera desafios e oportunidades socioambientais em suas decisões, a Natura acaba de publicar seu primeiro Relatório de Informações Financeiras Relacionadas à Sustentabilidade, elaborado com base nos padrões internacionais IFRS S1 e S2.
A divulgação dessas informações ainda não é obrigatória. Mesmo assim, diante da necessidade de adaptação climática de todo o mercado, a Natura voluntariamente publicou seu relatório com as informações referentes a 2025, compondo um seleto grupo de empresas que utilizam esse padrão internacional que se equipara às demonstrações financeiras da empresa. Com a iniciativa, a companhia antecipa a prestação de contas sobre como os riscos ligados à sustentabilidade e ao clima são considerados na gestão do negócio.
“A iniciativa reforça a trajetória pioneira da companhia na evolução das práticas de governança, empresas capazes de enfrentar a crise climática e os desafios sociais precisam incorporar esses temas à forma como decidem, investem e avaliam seu desempenho”, afirma Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade da Natura.
O relatório reúne riscos climáticos, possíveis efeitos financeiros para a companhia e medidas de mitigação e adaptação adotadas para responder a eles e gerar mais resiliência. Um dos exemplos está na Amazônia: linhas de produtos que dependem de castanha-do-pará, cupuaçu e murumuru responderam por R$ 584,2 milhões da receita líquida em 2025. A relação ajuda a entender por que acompanhar a disponibilidade de bioingredientes e fortalecer as cadeias de fornecimento em parceria comunidades na amazônia faz parte do planejamento estratégico do negócio.
O que é o relatório?
É uma publicação que explica como os riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade podem afetar as perspectivas financeiras da Natura e como a empresa endereça esses temas em sua gestão. O padrão IFRS S1 estabelece a estrutura geral para essa divulgação; o IFRS S2 trata especificamente das mudanças climáticas. O documento complementa, ainda, os demais relatos de sustentabilidade da companhia, mas tem um foco próprio: a integração com o relato financeiro e a relação desses temas com as decisões, estratégias e perspectivas do negócio.
Por que a publicação é importante?
A publicação voluntária do relatório IFRS S1 e S2 é importante porque fornece dados quantitativos e qualitativos comparáveis para apoiar a companhia na tomada de decisão alinhada à transição climática e na resiliência do negócio frente aos eventos climáticos extremos. Ao antecipar essa prestação de contas antes da obrigatoriedade, a companhia reforça sua trajetória pioneira na governança ao incorporar riscos climáticos e socioambientais em suas decisões, investimentos e avaliações de desempenho.
O que o relatório diz sobre os ingredientes amazônicos?
A Natura avalia a dependência de linhas de produtos em relação a três bioingredientes cuja disponibilidade pode ser afetada por eventos climáticos: castanha-do-pará, cupuaçu e murumuru. A Natura acompanha os períodos de colheita e planeja o abastecimento de ingredientes estratégicos com um horizonte de 18 meses, além de atuar junto às cadeias da sociobiodiversidade para ampliar a rede de fornecimento.
E o que a Natura está fazendo para reduzir emissões de gases de efeito estufa?
A Natura atua em suas operações e na cadeia de valor, com metas de redução de emissões até 2030, tendo 2020 como ano-base. Nas operações próprias e na energia adquirida, os chamados escopos 1 e 2, a redução acumulada chegou a 49% em 2025, frente à meta de reduzir 90% das emissões absolutas até 2030, tendo 2020 como ano-base. Nas categorias da cadeia de valor cobertas pela meta de escopo 3, como bens adquiridos, logística e fim de vida dos produtos, a redução alcançou 40%, com meta de 42%.
Entre as iniciativas estão o uso de 100% de energia elétrica renovável nas operações da América Latina, por meio de contratos de compra de energia (PPA) e certificados de energia elétrica de renovável, e a utilização de biometano na fábrica de Cajamar (SP). A companhia também considera a pegada de carbono no desenvolvimento de produtos e embalagens e trabalha com 119 fornecedores estratégicos para medir e reduzir emissões da cadeia de valor.
Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.