A prática de apagar o ex das redes sociais: reflexões sobre a separação de Virginia e Vini Jr

Entretanto, essa prática levanta questões sobre sua real eficácia na minimização do sofrimento emocional. A curiosidade em relação à vida do ex-parceiro pode intensificar o desgaste emocional, conforme aponta o psicanalista Edu Baggio. Ele observa que, para aqueles que ainda não superaram o término, acompanhar as atualizações de um ex-namorado pode agravar quadros de ansiedade.

Para evitar esse ciclo prejudicial, Baggio sugere alternativas menos drásticas que a exclusão total. Em vez de bloquear ou remover contatos, ele recomenda silenciar stories e postagens. Além disso, o especialista enfatiza a necessidade de ocultar as próprias publicações para evitar o que ele chama de "vigilância silenciosa", que pode ser prejudicial ao bem-estar emocional.

Por outro lado, a especialista em comportamento Maria Rafart destaca que a privacidade no ambiente digital é limitada. Mesmo que uma pessoa decida deixar de seguir ou bloquear um ex-parceiro, isso não impede que informações sobre suas postagens cheguem ao destinatário por meio de terceiros. "Na prática, qualquer postagem sua, se ela não for sua amiga, alguém vai printar e vai mandar para ela", explica Rafart.

A preocupação com a interpretação alheia não deve ser o foco principal nas redes sociais. A especialista ressalta que "a vida é muito mais do que ficar se preocupando com a opinião do que a ex acha das tuas postagens". Nesse contexto, a decisão de apagar fotos e dar unfollow, como ocorreu com Virginia e Vini Jr., pode ser vista como um rito simbólico de desligamento.

Contudo, os especialistas concordam que a verdadeira reorganização emocional exige um distanciamento mais profundo do que o simples ato de limpar o feed digital. Superar um término envolve, entre outras coisas, a redução do estresse digital e a interrupção do hábito de monitorar a vida do outro.

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