Eduardo Bolsonaro não comparece a interrogatório marcado pelo STF

Eduardo Bolsonaro dá entrevista à Reuters em Washington, D.C., EUA, em 14 de ago

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório agendado no Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira, 14. Ele é réu em uma ação penal por coação no curso do processo, e sua ausência pode fazer com que o caso avance para as etapas finais antes do julgamento.

Eduardo não apresentou advogado e é representado pela Defensoria Pública da União (DPU). Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de tentar obstruir o processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, no qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.

A PGR alega que Eduardo buscou apoio do governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, visando levantar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.

Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, afirmou que a ausência do réu prejudicou o interrogatório. O magistrado estabeleceu um prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem SE irão solicitar novas diligências.

SE não houver pedidos por novas medidas, Moraes pode abrir um prazo para que sejam apresentadas as alegações finais, que são as últimas manifestações no processo, iniciando pela PGR e, em seguida, pela DPU.

A PGR também destacou que a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro e acusado na mesma ação, envolvia ameaças aos ministros do STF, utilizando sanções estrangeiras como forma de pressão tanto para os magistrados quanto para o Brasil. Eles teriam explorado suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com membros do governo norte-americano.

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