No primeiro encontro direto entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste domingo (18) em debate promovido pela TV Bandeirantes, os dois candidatos à Presidência concentraram o embate em acusações mútuas, com poucas propostas para os próximos quatro anos. O confronto, primeiro do segundo turno, também contou com a parceria do jornal Estadão e das emissoras Cultura, Gazeta e Jovem Pan.
Durante o terceiro bloco, Lula desafiou Flávio a abrir o sigilo bancário e telefônico de toda a família. O senador respondeu que não tem nada a esconder, mas afirmou que o dinheiro do petista "é por fora sempre". Em outro momento, ao discutir segurança pública, Flávio questionou por que 73% dos presidiários votaram em Lula. O presidente rebateu que quer que votem 100%, incluindo o pai do senador.
No tema da pandemia, Lula criticou a gestão de Jair Bolsonaro, citando a falta de vacinas e o uso de cloroquina, e disse que mais de 600 mil pessoas morreram no país. Flávio fez um mea-culpa sobre a saúde no governo do pai, mas lembrou que durante os 20 anos de governo do PT mais de 700 mil pessoas foram assassinadas no Brasil.
Sobre a entrevista da empresária Roberta Luchsinger, que acusou Lula de saber de reuniões do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com ministros, o presidente limitou-se a dizer que o caso é da Polícia Federal. Já na saúde, Flávio prometeu levar o padrão do Hospital Israelita Albert Einstein ao SUS e convidou Claudio Lottenberg para o Ministério da Saúde. Lula questionou se a proposta é privatizar o SUS e disse que o senador nunca foi a uma UPA.
Flávio também acusou Lula de ter relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O petista rebateu que o governo Bolsonaro fez de Vorcaro um banqueiro e que ele o prendeu. O senador respondeu que a prisão foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, e não pelo presidente. Ao ser questionado sobre Lulinha, Lula disse que o filho é inocente e que os inquéritos serão apurados pela Polícia Federal.