O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou na madrugada desta terça-feira (20) um depoimento em vídeo no qual relata ter fobia social e dependência de álcool. O material é o primeiro conteúdo novo em seu canal desde agosto de 2025, quando divulgou um vídeo sobre adultização que passou de 50 milhões de visualizações.
No relato, Felca apresenta um laudo que comprova o transtorno e afirma que o bullying sofrido na infância, somado a traumas escolares e desafios da vida adulta, desencadeou a ansiedade em interações sociais. Para lidar com o problema, ele conta que recorria à bebida em eventos e palestras. "Eu bebia três doses em casa, mais ou menos. Enchia esse cantil de vodca e ia bebendo conforme eu ia sentindo que ainda não conseguia", diz. "Quando eu percebi, estava dependente disso para sair. Eu bebia só pra enfrentar pessoas", afirma. "Quando eu passei a ir em programa toda semana, evento, colab, parceria, eu me vi alcoólatra."
O influenciador relata que o vício o levou a sofrer um acidente no qual quebrou duas costelas após beber para conseguir fazer uma gravação externa. Ele conta que passou a se expor gradualmente a situações sociais, como palestras, e propôs aos seguidores o desafio #simfel. Até o momento da gravação, segundo ele, ficou cinco meses sem sair de casa. "A minha expectativa é terminar esses três meses completamente confortável", diz.
O anúncio do fim do hiato ocorreu na tarde de segunda-feira (19), nas redes sociais, com a informação de que um novo vídeo seria publicado à meia-noite desta terça, após sete meses sem publicações e mais de um ano sem conteúdos na plataforma. Na divulgação, o criador escreveu: "Eu me escondi por tempo demais".
Felca ganhou repercussão nacional após um vídeo publicado em 6 de agosto de 2025, no qual relatou supostas práticas de exploração de menores em conteúdos digitais, incluindo acusações envolvendo Hytalo Santos. Em fevereiro deste ano, Hytalo Santos e o marido foram condenados em primeira instância pelo Tribunal de Justiça da Paraíba por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A Justiça da Paraiba condenou Hytalo a 11 anos e 4 meses de prisão, e Já Israel, conhecido como Euro, a 8 anos e 10 meses. A dupla também foi condenada a pagar indenização de R$ 500 mil por danos morais. O juiz Antonio Rudimacy de Sousa, da 2ª Vara Mista de Bayeux, entendeu que o valor é necessário por conta da capacidade econômica dos réus e da extensão do dano.