A Polícia Federal (PF) realizou uma operação nesta terça-feira (15) que resultou na prisão de MC Ryan e MC Poze do Rodo. Entre os itens apreendidos, estava um colar com a imagem do traficante colombiano Pablo Escobar, localizado na residência de MC Ryan, em São Paulo. A operação investiga uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e transações ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão.
Além do colar, foram confiscados armas, relógios, veículos de luxo, dinheiro em espécie e outros bens valiosos, embora a PF não tenha confirmado a propriedade dos objetos. A operação também levou à detenção de influenciadores digitais, como Raphael Sousa Oliveira e Chrys Dias, que foram alvos do cumprimento de mandados de prisão e busca.
As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada e laranjas, além de movimentações financeiras incomuns, para esconder a origem de recursos ilícitos. MC Ryan foi preso na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, enquanto MC Poze do Rodo foi detido no Rio de Janeiro.
Ambos são nomes conhecidos no cenário do funk nacional e já enfrentaram polêmicas anteriormente. Agora, eles estão envolvidos em um caso de complexidade criminal, que investiga lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A defesa de MC Ryan, representada pelo advogado Felipe Cassimiro Melo de Oliveira, defendeu a legalidade das transações financeiras de seu cliente. Por outro lado, a defesa de MC Poze do Rodo afirmou desconhecer detalhes do mandado de prisão e se manifestará ao Poder Judiciário assim que obtiver acesso aos autos do processo, que tramita sob sigilo.
Ambas as defesas expressaram confiança na integridade de seus clientes e na legalidade de suas operações financeiras, aguardando que os fatos sejam esclarecidos ao longo das investigações.