Bololo Restaurant, de MC Ryan SP, é investigado por suposto esquema de lavagem de dinheiro

Foto: 1 de 2 Bololo Restaurant, do MC Ryan SP, é alvo de operação da PF — Foto:

O Bololô Restaurant & Bar, famoso pelo prato 'macarrão à carbonara' e de propriedade de MC Ryan SP, é um dos focos da Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal. A investigação revela que o estabelecimento, localizado na Zona Leste de São Paulo, estaria envolvido em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro relacionado a apostas ilegais e tráfico de drogas.

Na manhã do dia 15, MC Ryan foi detido em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral paulista. O restaurante, inaugurado em setembro de 2023, rapidamente se tornou um ponto de encontro para os fãs do funk, sendo mencionado na música "Let’s Go 4", do MC GP, que cita o local e o famoso prato.

Entretanto, as autoridades apontam que o sucesso do restaurante servia a interesses ilícitos. A decisão da 5ª Vara Federal de Santos descreve como a estrutura de negócios de Ryan era utilizada para misturar receitas legais com recursos de apostas e rifas digitais.

O Bololô Restaurant foi identificado como parte de uma rede que visa a "blindagem patrimonial" e a integração de capitais ilegais à economia formal. Em decorrência disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores do Bololô Restaurant & Bar Ltda, com um limite global de R$ 1,63 bilhão estabelecido para o grupo.

A investigação não se limitou ao restaurante, mas também atingiu a Bololô Records Ltda, produtora fonográfica do artista, indicando que o setor artístico era central na movimentação financeira irregular. De acordo com a Polícia Federal, o esquema movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão e utilizava a técnica de smurfing, que consiste em realizar várias transferências pequenas para evitar a detecção pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

Além de MC Ryan, a operação também resultou na prisão do funkeiro MC Poze do Rodo e de influenciadores digitais como Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, com quase 15 milhões de seguidores. Foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão e bloqueio de bens em diversos estados.

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