Starlink e Starshield voltam à velocidade normal na Ucrânia após restrições

O governo da Ucrânia confirmou neste sábado (24) que os sistemas de satélites Starlink e Starshield, sua versão militar, voltaram a operar em plena capacidade. A normalização ocorre após mais de uma semana de restrições que comprometeram operações militares e aumentaram a tensão com os Estados Unidos.

As limitações nos serviços da SpaceX, empresa de Elon Musk, começaram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo para comprar diesel russo enquanto pressionava Kiev a interromper ataques contra refinarias de petróleo da Rússia. Autoridades ucranianas relataram que as restrições reduziam a velocidade das operações, prejudicavam a interceptação de drones russos e levaram ao cancelamento de algumas missões.

O presidente Volodymyr Zelenskiy declarou que as velocidades começaram a ser restabelecidas durante a madrugada. "O mais importante para o dia de hoje é que o Starlink e o Starshield retomaram suas operações nas velocidades anteriores às restrições. As velocidades agora estão no nível que precisamos", afirmou em publicação no Telegram. O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que a conexão permaneceu estável ao longo do sábado.

A Ucrânia não utiliza esses sistemas para operações com drones de longo alcance em território russo, mas o Starlink é vital para as comunicações na linha de frente, e o uso de drones de ataque de médio alcance equipados com o Starshield ajudou o país a obter vantagem em várias áreas do campo de batalha neste ano. As restrições geraram indignação, especialmente por coincidirem com interrupções nos alertas de aliados sobre ataques iminentes de mísseis russos; Kiev afirmou posteriormente que continuou a receber dados de inteligência dos EUA.

Nem Musk nem o governo americano assumiram a responsabilidade pelas restrições. Ambos afirmaram publicamente que qualquer decisão desse tipo só poderia ter sido tomada pelo outro lado. A Reuters informou que a ordem para restringir o Starshield partiu de dentro da Casa Branca. Na sexta-feira, contradizendo sua declaração anterior de que os serviços haviam sido totalmente restabelecidos, Trump afirmou que, se os problemas persistissem, ele "resolveria a situação".

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