A prorrogação da votação do segundo turno presidencial até as 19h deste domingo (25/10) não permite que urnas já encerradas voltem a receber votos. A decisão que estendeu o horário foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ação da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido foi motivado por problemas no transporte público, segundo a campanha. Já a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) solicitou a extensão em municípios afetados por chuvas, alagamentos e interdições de vias.
O horário original para o fim da votação era às 17h, e diversas seções seguiram esse prazo normalmente. Quando os mesários encerram os trabalhos, a urna deixa de aceitar votos e não há procedimento para reabri-la. No Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) confirmou que equipamentos já fechados não poderiam voltar a funcionar.
No momento do anúncio da prorrogação, a contagem de votos já havia começado. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.225 seções eleitorais em todo o país já tinham sido totalizadas, o que equivalia a 0,25% do total. Com a decisão de Zanin, a divulgação de novos números foi interrompida enquanto a votação prosseguia nas seções ainda abertas.
Em nova decisão, Zanin detalhou o procedimento: urnas com votação encerrada não podem ser reabertas; as que ainda não haviam sido fechadas devem permanecer ativas e receber votos até as 19h. Assim, a extensão do horário beneficia apenas as seções que continuavam em funcionamento, sem possibilidade de retomada naquelas já concluídas.