O governo da Argentina informou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não enfrentou impedimento legal para ingressar no país. A Direção Nacional de Migrações confirmou que ele entrou na noite desta terça-feira (27/10), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, acompanhado da família, e que todos apresentavam documentação hábil de viagem.
A situação gerou dúvidas porque, na segunda-feira (26/10), o Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado que Flávio entregasse o passaporte em 24 horas. Como o prazo não foi cumprido, a Polícia Federal cancelou os passaportes dele nesta terça. No entanto, para brasileiros que entram na Argentina não é exigido passaporte válido.
Mais cedo, a Casa Rosada havia negado que o senador tivesse entrado em solo argentino. A Polícia Federal também acionou as autoridades do país ainda pela manhã, antes do ingresso oficial de Flávio no território vizinho.
A decisão sobre o passaporte foi tomada a pedido da Polícia Federal, no âmbito do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. A medida se baseou em uma declaração do irmão de Flávio, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Na semana passada, Eduardo defendeu que Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse a eleição.
De acordo com o órgão argentino, Flávio deixou o país às 23h30 em um voo com destino a Guayaquil, no Equador. A mídia local, no entanto, informa que o voo fará apenas uma escala no Equador e depois seguirá para os Estados Unidos.