Deivis Marcon Antunes, que foi presidente da Rioprevidência, prestou depoimento à Polícia Federal e afirmou que o investimento de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master foi recomendado pelo então diretor de investimentos, Euchério Lerner Rodrigues. O ex-diretor não se manifestou quando procurado.
Em seu depoimento, Deivis negou que sua nomeação para a presidência da autarquia tenha sido de natureza política. A Rioprevidência é responsável pelo pagamento de 235 mil aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro.
O ex-governador Cláudio Castro mencionou que não se recorda de quem fez a indicação de Deivis, mas afirmou que poderia ter consultado Antônio Rueda, presidente do União Brasil. Castro declarou ainda ter recebido 500 indicações para o cargo.
O delegado da PF questionou Deivis sobre a possibilidade de ter recebido propina relacionada aos investimentos no Banco Master. O ex-Presidente do Rioprevidência negou qualquer recebimento, afirmando que não houve propina direta ou indireta.
Deivis também detalhou o processo de investimento no Banco Master, que envolveu quase R$ 1 bilhão. Ele relatou que os Aportes do Rioprevidência no banco aumentaram em sete vezes em um ano, sem a aprovação do comitê.
O depoimento ocorreu no dia 3 de fevereiro deste ano, após a prisão de Deivis na Rodovia Presidente Dutra, quando retornava dos Estados Unidos e passou pelo Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.