A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quarta-feira (15) que resultou na prisão de Mc Ryan SP e MC Poze do Rodo, envolvidos em uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão. A investigação teve início com a análise de arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, obtidos durante a Operação Narco Bet, que, por sua vez, derivou da Operação Narco Vela, realizadas em 2025.
Os dados coletados permitiram à PF identificar uma estrutura autônoma dedicada à lavagem de dinheiro em larga escala, envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas e movimentações com criptomoedas. Com base nessas informações, a operação culminou em 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal.
Além dos MCs, a ação incluiu a prisão de influenciadores, como Raphael Sousa Oliveira e Chrys Dias, que estavam envolvidos no esquema. A investigação se aprofundou a partir de provas obtidas na Operação Narco Bet, que apurava atividades financeiras ilícitas ligadas a apostas e tráfico de drogas.
Durante a operação, a PF apreendeu diversos bens, incluindo carros de luxo, relógios, joias e até um colar representando Pablo Escobar. Também foram bloqueados bens e valores que podem chegar a R$ 1,63 bilhão, além de criptomoedas em exchanges como Foxbit, Mercado Bitcoin, Binance e Coinbase.
As defesas dos artistas afirmaram que não tiveram acesso aos autos do processo e ressaltaram a legalidade das transações financeiras de Mc Ryan SP. A defesa de MC Poze do Rodo declarou desconhecer as acusações e se manifestará assim que tiver acesso ao processo.
A investigação continua em andamento, com a PF reunindo mais informações sobre a estrutura criminosa e seus integrantes.