Kimi Antonelli conquista título da Fórmula 1 e encerra jejum italiano de 73 anos

O italiano Kimi Antonelli, de 20 anos, é o novo campeão da Fórmula 1. A conquista foi assegurada no último domingo (1º), após o piloto terminar em terceiro lugar no GP do México, disputado no Autódromo Hermanos Rodríguez. Com o resultado, ele se tornou o mais jovem vencedor da competição e quebrou um jejum de 73 anos sem títulos italianos na categoria.

Nascido em Bolonha, Antonelli é filho de Marco Antonelli, ex-piloto que disputou o Campeonato Italiano de Superturismos por quatro temporadas na década de 1990. O italiano iniciou a carreira no kart aos cinco anos e, aos 13, ingressou no programa de desenvolvimento de pilotos da Mercedes. Em 2021, conquistou o Campeonato Europeu de Kart da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), superando o brasileiro Rafael Câmara. No ano seguinte, os dois foram companheiros na Prema Racing na F4 italiana, e Antonelli sagrou-se campeão da F4 da Alemanha, enquanto Câmara ficou em terceiro em ambas as competições.

Em 2023, Antonelli venceu a Fórmula Regional Europeia e também a edição do Oriente Médio, com Câmara em quinto e terceiro lugares, respectivamente. A estreia na Fórmula 2 ocorreu em 2024, aos 17 anos, pela Prema Racing, com vitórias na sprint de Silverstone e na corrida principal da Hungria, resultados que o levaram ao sexto lugar geral. Na temporada seguinte, assumiu a titularidade da Mercedes após a saída de Lewis Hamilton para a Ferrari e, na primeira corrida, foi quarto no GP da Austrália, a menos de dois segundos do pódio.

Em 2025, Antonelli somou dois terceiros lugares, no Canadá e em Las Vegas, e um segundo no GP de São Paulo, no Circuito de Interlagos. Neste ano, começou com um vice na Austrália e conquistou sua primeira vitória na China. Em seguida, emplacou cinco triunfos consecutivos nos GPs do Japão, Miami, Canadá e Mônaco, além de vencer na Bélgica e liderar as corridas em Monza e Madri.

Antonelli declarou diversas vezes que tem Ayrton Senna como ídolo e inspiração. Ele utiliza o número 12 em homenagem ao brasileiro. "Quando eu era pequeno, meu pai e eu víamos muitos DVDs de corridas antigas de F1, dos anos 1990 até os 2000, e Ayrton sempre se destacava entre todos. Não apenas pelo piloto que era, mas também pela personalidade, dentro e fora da pista", contou antes do GP de São Paulo de 2025. "Ele virou minha inspiração. Claro que eu adoraria tê-lo visto correr ao vivo, mas, mesmo assistindo só pelos vídeos e DVDs, acabei me tornando muito apaixonado por ele", completou.

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