Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal alerta para a importância do autoexame e da avaliação odontológica
De 1º a 7 de novembro, a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal reforça a importância da informação, da prevenção e do diagnóstico precoce. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 17.190 novos casos de câncer da cavidade oral por ano no triênio de 2026 a 2028. A doença exige atenção, especialmente porque muitos casos são identificados em estágios avançados.
O câncer bucal é um tumor maligno que pode atingir os lábios e diferentes estruturas da boca, como língua, gengivas, bochechas, céu da boca e assoalho bucal, região localizada abaixo da língua. O tipo mais frequente é o carcinoma de células escamosas, também chamado de carcinoma espinocelular, que representa mais de 90% dos casos. Tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas estão entre os principais fatores de risco, assim como a exposição solar sem proteção nos lábios e a infecção pelo HPV em tumores da orofaringe.
Para a Dra. Caroline B. Ramos, cirurgiã dentista do IOP (Instituto de Oncologia do Paraná), conhecer os sinais da doença é fundamental para buscar ajuda no momento adequado. “O câncer bucal pode começar com alterações discretas, que muitas vezes são confundidas com aftas ou machucados comuns. Por isso, é importante observar a própria boca regularmente e não ignorar lesões que não cicatrizam. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as possibilidades de um tratamento eficaz e menos complexo”, destaca.
Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam em até 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas, caroços, sangramentos sem causa aparente e áreas endurecidas. Em fases mais avançadas, podem surgir dificuldades para mastigar, engolir ou falar, além de limitações nos movimentos da língua.
O autoexame pode ser realizado diante de um espelho, em um ambiente bem iluminado. Com as mãos limpas, a pessoa deve observar os lábios, abrir a boca e examinar as gengivas, a parte interna das bochechas, o céu da boca e a língua, inclusive as laterais e a região inferior. É importante procurar manchas, feridas, alterações de cor, inchaços ou caroços. O autoexame, entretanto, não substitui a avaliação de um cirurgião dentista ou médico. Qualquer alteração suspeita deve ser investigada, principalmente quando persiste por mais de 15 dias.
A confirmação do diagnóstico geralmente é feita por biópsia, com análise de uma amostra do tecido suspeito. O tratamento depende da localização, do tamanho e do estágio do tumor e pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, isoladas ou combinadas, conforme a avaliação da equipe especializada. Em situações específicas, outras terapias também podem ser indicadas.
Além de observar possíveis alterações, a prevenção inclui não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, usar protetor labial com filtro solar, manter uma alimentação equilibrada e manter a vacinação contra o HPV em dia. Consultas odontológicas regulares também contribuem para identificar lesões suspeitas e encaminhar o paciente para investigação quando necessário.
Fonte: Assessoria de Imprensa. / Crédito da foto: Magnific.