Em declaração feita em 16 de abril de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã concordou em não desenvolver ou possuir armas nucleares por mais de 20 anos. Ele comentou a situação em uma conversa com jornalistas nos jardins da Casa Branca, ressaltando que existe uma declaração forte sobre esse compromisso por parte do país.
Por outro lado, o Irã não confirmou oficialmente a aceitação dessa cláusula. A rede de TV Al Jazeera informou que Teerã rejeitou a proposta de interromper o enriquecimento nuclear por duas décadas, mas apresentou uma contraproposta que sugeriria uma interrupção parcial do programa nuclear.
Na mesma coletiva, Trump criticou o papa Leão XIV, que fez observações sobre a guerra, e reafirmou que sua meta é evitar que o Irã desenvolva armamento nuclear. Ele mencionou que, apesar de não ter objeções pessoais ao papa, considera essencial que o pontífice reconheça a ameaça representada pelo Irã.
Atualmente, EUA e Irã estão em um cessar-fogo que se estende por duas semanas, mas ainda não há um acordo de paz definitivo. Recentemente, negociadores se reuniram em Islamabad, no Paquistão, mas as tratativas não avançaram.
Em 15 de abril, o governo iraniano reiterou seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, afirmando que a porcentagem do enriquecimento é passível de negociação.
Além disso, o Irã desmentiu que os Estados Unidos e Israel tenham conseguido aniquilar sua Marinha e Força Aérea durante os conflitos. O comandante do Exército iraniano, Amir Hatami, disse que a frota se mantém intacta, enquanto o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as Forças Armadas americanas estão preparadas para retomar as ações militares se necessário.