Uma edição extraordinária do Diário Oficial do Rio de Janeiro, divulgada na noite de quinta-feira (16), anunciou a exoneração de 152 servidores da Secretaria de Governo do estado. A decisão foi tomada pelo novo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman, que assumiu o cargo na terça-feira (14). Essa ação integra a reestruturação promovida pela gestão do governador em exercício, Ricardo Couto.
Investigações apontam que muitos dos exonerados eram considerados funcionários fantasmas. Grande parte deles não havia sido aprovada em concursos e não tinha acesso ao Serviço Eletrônico de Informações (SEI), que permite consultar documentos e processos eletrônicos da administração pública do RJ.
Fontes informaram que esses servidores foram nomeados pelo ex-secretário de Governo, André Moura, e que as justificativas para suas nomeações não puderam ser localizadas. A TV Globo solicitou um posicionamento de Moura e aguarda resposta.
Ricardo Couto, que está à frente do Governo do RJ há cerca de 20 dias, tem promovido mudanças significativas nas secretarias diretamente sob sua responsabilidade, incluindo a Casa Civil e a Secretaria de Governo.
Além das exonerações, foi iniciado um processo de auditoria nos gastos públicos, que inclui a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, totalizando aproximadamente R$ 81 bilhões. Esta ação faz parte de um programa classificado como “choque de transparência” pela nova gestão.
O governador em exercício, desembargador do TJRJ, Ricardo Couto, tomou essas medidas também para afastar conselheiros do ex-governador Cláudio Castro, como Nicola Miccione e Rodrigo Abel.