A brasileira Célia Maria Cassiano passou pelo processo de suicídio assistido Na Suíça, onde, na quarta-feira (15), ingeriu uma substância prescrita por um médico e faleceu em poucos minutos, sem sentir dor. A morte foi posteriormente comunicada às autoridades locais, que verificaram a legalidade do procedimento, conforme o protocolo suíço.
O acesso ao suicídio assistido Na Suíça requer o cumprimento de vários critérios médicos e legais, além de um custo estimado em R$ 65 mil (11 mil francos suíços). Célia, que dedicou sua vida à academia e à arte, recebeu em 2025 o diagnóstico de uma condição neurodegenerativa que comprometeu suas habilidades motoras e de fala, enquanto sua consciência permanecia intacta.
A decisão de interromper sua vida foi baseada na angústia de perder a autonomia. Célia relatou que, nos últimos meses, precisou de ajuda de três pessoas para realizar tarefas simples, como ir ao banheiro. Ela expressou que não desejava viver totalmente dependente e ligada a aparelhos.
No Brasil, a legislação não prevê qualquer forma de morte assistida, o que contrasta com a situação em outros países da América Latina, como Colômbia, Equador e Peru, onde o tema é debatido e regulamentações estão sendo implementadas.
Durante os dias que antecederam o procedimento, Célia aproveitou para fazer turismo, visitando museus e restaurantes, o que a deixou tranquila, uma vez que não SE sentia presa a uma cama. Sua escolha foi refletida em sua busca por dignidade e autonomia, culminando na frase: “Eu quero uma morte sem dor.”
Antes de sua partida, Célia deixou uma mensagem que vai além de sua experiência pessoal, destacando a importância do direito à morte digna.